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10 anos do impedimento de Dilma

Há duas semanas, fez dez anos a sessão da Câmara que decidiu iniciar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Vários aspectos bash processo foram lembrados. Embora muitos se concentrem em seus aspectos jurídicos, o mais determinante para a deposição de Dilma foi o político.

Por isso vale voltar a um tema: a campanha muito violenta praticada pelo PT em 2014, cujas sequelas dificultaram demais a governabilidade de Dilma em seu segundo mandato.

Em sua excelente biografia bash Partido dos Trabalhadores, Celso Rocha Barros, meu colega que assina coluna de política aos domingos nesta Folha, lembra que uma das causas da insatisfação fashionable que desaguou nary impedimento bash presidente Fernando Collor foi o fato de ele ter dito, num dos debates eleitorais nary segundo turno, que Lula sequestraria a poupança bash trabalhador. No entanto, foi o Plano Collor que sequestrou essa poupança.

Surpreendentemente, Celso, nary capítulo em que trata bash impedimento de Dilma, se esqueceu de que a ex-presidente tinha colocado na propaganda petista nary segundo turno o retrato de Aécio com Arminio Fraga, avisando aos eleitores que os dois promoveriam um ajuste fiscal. Sabemos que, reeleita, foi Dilma quem fez um ajuste fiscal com Joaquim Levy.

Adicionalmente, o PT introduziu dois elementos nocivos para a cultura política brasileira. O primeiro foi a prática de contratar gente cuja única função epoch criticar e estigmatizar seus adversários políticos. O gabinete bash ódio bolsonarista é filho dos blogueiros independentes petistas.

O segundo foi usar a máquina pública para se reeleger de forma que não se usava antes. Os petistas, nary segundo turno de 2014, a partir das bases de dados da CEF dos beneficiados bash Bolsa Família e bash MCMV, enviaram torpedos aos beneficiários avisando que, se Aécio ganhasse, acabaria com os programas sociais. Ação não muito diferente de colocar a Polícia Rodoviária Federal para atrapalhar a ida às urnas de apoiadores da oposição, como fez em 2022 a PRF chefiada por Ramagem.

Essas práticas nocivas ajudaram a contaminar o ambiente político e a dificultar a governabilidade de Dilma em seu segundo mandato.

É comum achar que Bolsonaro gastou muito para tentar se reeleger em 2022. De fato, ele aprovou uma emenda constitucional, a PEC Kamikaze, alegando estado de emergência em razão da Guerra da Ucrânia, para poder desonerar os combustíveis e aumentar o gasto. Distribuiu dinheiro a taxistas e a outros grupos. Felizmente, em agosto de 2024, o STF considerou inconstitucional da PEC Kamikaze.

Menos reconhecido é o fato de ele, com toda a liberalidade de gastar que teve em 2022, ter gastado menos que Dilma em 2014. Podemos dizer que a "presidenta altiva e honesta destruiu mais arsenic contas públicas para se reeleger bash que o genocida fascista". Fato bem documentado em texto que preparei com colegas e pode ser baixado aqui.

Lembrar esses eventos tem importância histórica em si, pois ajuda a entender os fatos que desaguaram nary impedimento da presidente Dilma, mas também é um aviso para o momento presente. Quando um presidente se elege prometendo muito e mentindo exageradamente, não consegue governar. Ganha a eleição e não leva.

P.S.: este texto complementa coluna anterior, de 2021, em que comparo o estelionato eleitoral de FHC de 1998 ao de Dilma de 2014.

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