Algumas séries clássicas envelheceram mal e não ficaram imunes ao teste do tempo. Da mesma forma que alguns filmes envelheceram mal para os padrões atuais, no universo da TV e streaming, não faltam títulos que, seja pelos finais ruins, queda brusta na qualidade, ou mesmo por conta do conteúdo, ficaram datados. É o caso de Game of Thrones (2011), que teve um final amplamente criticado, além de ter sido considerada uma série com representação depreciativa das mulheres. Já Two and A Half Man (2003) ficou marcada pelas piadas preconceitosas e pelo sexismo de Charlie. Para quem quiser rever as obras, elas estão disponíveis em streamings como Disney+ e Max.
Pensando nisso, nesta lista do TechTudo, elencamos 12 produções que se saíram mal no teste do tempo e que hoje, podem ser desconfortáveis para quem assiste. Para cada dica, há informações sobre enredo, elenco e onde assistir, caso você tenha coragem o suficiente para encará-las de novo.
Game of Thrones foi uma das séries da HBO que turbinou as cenas de sexo e violência para alavancar a audiência — Foto: Divulgação/IMDb Quer dar uma segunda chance às séries que envelheceram mal? Então confira a lista a seguir.
1. How I Met Your Mother (2005 – 2014)
Ativo por quase 10 anos na TV americana, How I Met Your Mother ocupou o lugar deixado por Friends como uma das sitcoms mais adoradas pelo público na TV. No enredo, a série mostra toda uma epopeia onde Ted (Smulders) conta aos filhos como ele conheceu a mãe deles. Vale mencionar que o show é estrelado por Josh Radnor (As Delícias da Tarde), Jason Segel (Falando a Real), Cobie Smulders (Invasão Secreta), Neil Patrick Harris (Lemony Snicket: Desventuras em Série) e Alyson Hannigan (American Pie).
Quem assistir o seriado hoje no Disney+ pode se deparar com alguns problemas de narrativa. A primeira é a grande semelhança com o formato já estabelecido em Friends, onde um grupo de amigos quase próximos da meia idade vivenciam situações cômicas de amor e amizade. Outro ponto que envelheceu mal na opinião de muitos fãs é a paródia sobre masculinidade tóxica encarnada no personagem Barney Stinson (Harris), que muitas vezes soa dúbio demais para ser entendido como piada.
Os cinco amigos Lily, Marshall, Barney, Robin e Ted no sitcom How I Met Your Mother — Foto: Reprodução/IMDb 2. Game of Thrones (2011)
O seriado Game of Thrones narra a disputa mortal pelos sete reinos de Westeros para assumir o Trono de Ferro. Baseada nos livros de George R.R. Martin, GoT teve no elenco principal Emilia Clarke (Como Eu Era Antes de Você), Kit Harington (Pompeia), Peter Dinklage (Três Anúncios para um Crime), Lena Headey (300), entre outros. Vale lembrar que a obra pode ser revisitada no canal da Max no Amazon Prime Video.
Muito antes de GoT, a HBO já era conhecida no meio televisivo por turbinar suas atrações com cenas de sexo e nudez. Isso não mudou com a chegada da série. Por outro lado, se aproveitando do aspecto medieval do show, a atração dos showrunners David Benioff e D.B. Weiss (O Problema dos 3 Corpos) ultrapassou o limite do necessário nas primeiras temporadas.
Nas seguintes, a quantidade de seios, genitálias e violêcias sexuais pelas quais as personagens passavam foi diminuindo à medida em que parte das atrizes estavam incomodadas e que o público já não entendia isso como importante para o enredo. Além disso, Game of Thrones teve uma conclusão extremamente criticada pelo público – e, mesmo para os fãs, ficou difícil recomendar o show depois da season finale. Por isso, a série envelheceu mal em praticamente todos os aspectos.
Game of Thrones conquistou parte da audiência graças às cenas de nudez massivas nas primeiras temporadas — Foto: Reprodução/IMDb
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3. Grey’s Anatomy (2005 - presente)
Com 21 temporadas, Grey's Anatomy se tornou uma das séries mais longevas da história da TV estadunidense. Presente no Disney+, o show criado por Shonda Rhimes (Scandal) acompanha a rotina de um hospital sob o ponto de vista de Meredith Grey, uma médica residente. No dia a dia clínico, acompanhamos as relações interpessoais e profissionais da protagonista, além dos dramas pessoais de cada um de seus colegas. Já passaram pelo elenco Ellen Pompeo (Dias Incríveis), Justin Chambers (Linha de Ação), Sandra Oh (Red: Crescer é uma Fera), James Pickens Jr. (Jogada Certa), entre outros.
O fato de Grey's ser extremamente grande não faz da série algo atraente tanto para as novas gerações como os fãs antigos que já não tem mais paciência de maratonar 438 episódios (e contando). O show foi produzido em uma época onde as séries costumavam ter cerca de 20 episódios por temporada. Para muitos críticos, esse foi o motivo que fez a criação de Shonda Rimes perder a potência com o passar do tempo, se transformando num verdadeiro novelão interminável.
Dr. Meredith Grey (Ellen Pompeo) e Dr. Jo Wilson (Camilla Luddington) em Grey's Anatomy — Foto: Reprodução/IMDb Durante dez anos, Friends foi uma das sitcoms mais adorada dos Estados Unidos (e, por consequência, em todo o mundo). O enredo segue seis amigos que enfrentam os amores e a vida em Nova York. Criado por David Crane (Episodes) e Marta Kauffman (Grace and Frankie), o show é estrelado por Jennifer Aniston (The Morning Show), Courteney Cox (Pânico), Lisa Kudrow (Fora de Série), Matt LeBlanc (Vida de Artista), Matthew Perry (17 Outra Vez) e David Schwimmer (Band of Brothers).
Com o tempo, algumas piadas de Friends incomodaram o público anos mais tarde, principalmente quando envolvia pessoas da comunidade LGBTQIA+. Para muitos dos seus fãs, isso é fruto da época em que o show era exibido. No entanto, por retratar uma cidade multicultural como Nova Iorque, o seriado pecou ao mostrar pouca diversidade étnica. Apenas 23 pessoas negras apareceram nos 236 episódios, em contagem realizada pelo Buzzfeed. Em muitos casos, os personagens faziam trabalhos subalternos e sequer tinham nome. Está disponível no Amazon Prime Video e na Max.
O último episódio de Friends foi ao ar em 2004 e bateu recordes de audiência — Foto: Reprodução/Warner Bros. Television
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5. The Walking Dead (2010 - 2022)
Baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard, a série The Walking Dead renovou o subgênero dos zumbis no audiovisual com a trama de criação de Frank Darabont (À Espera de um Milagre). No enredo, um policial acorda após meses em coma para descobrir que o país foi assolado por uma pandemia zumbi. Agora, ele parte numa jornada em busca de reencontrar a família e salvar sobreviventes. Andrew Lincoln (Simplesmente Amor), Norman Reedus (Santos Justiceiros), Danai Gurira (Pantera Negra) e Steven Yeun (Não, Não Olhe!) estão no cast.
O que fez TWD ser tão popular no gênero é o foco maior em arcos dramáticos misturado ao contexto de sobreviência, não pesando muito no horror e ação, como muitos de seus similares. Mas quem for conferir o show no Disney+ e Netflix verá que essa também foi sua ruína. Com o tempo, a série encharcou os episódios com tantos personagens e arcos individuais que a grande maioria foi devorada por zumbis antes mesmo de ter uma conclusão satisfatória, o que foi cansando o público e crítica.
Série se estendeu por 11 temporadas no canal AMC — Foto: Reprodução/The Movie Database Killing Eve se tornou um dos grandes exemplares de séries de detetive com protagonismo feminino. Estrelado por Sandra Oh e Jodie Comer (O Clube dos Vândalos), o show acompanha a investigação da detetive Eve Polastri (Oh) em busca da assassina Oksana Astankova, mais conhecida como Villanelle (Comer). Disponível na Netflix, o show baseado nos livros de Luke Jennings mostra um verdadeiro jogo de gato e rato onde Villanelle usa de diversos artifícios para se safar.
A série britânica teve quatro temporadas, com uma showrunner diferente em cada ano. As premiadas Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) e Emerald Fennell (Saltburn) roteirizaram a primeira e segunda season, justamente as mais aclamadas entre os fãs. Mas na terceira e quarta, com Suzanne Heathcote (Fear of The Walking Dead) e Laura Neal (Sex Education), o público viu a qualidade do show cair, assim como a suspensão da descrença em algumas cenas mirabolantes de fuga protagonizada por Villanelle. O show também foi apontado como uma narrativa com queerbaiting, ou seja, que induz um relacionamento LGBTQIA+ como "isca" para atrair essa audiência, que acaba sendo mal representado por algum motivo – normalmente, a morte de um dos personagens.
A série Killing Eve é a mais nova produção policial disponível na Netflix — Foto: Divulgação/BBC America Lost surgiu com a responsabilidade de ser uma das maiores inovações da TV mundial. O show, que mostrava inicialmente a luta pela vida de um grupo de sobreviventes da queda de um avião, mostrou ser mais do que isso ao inserir todo o tipo de mistério, códigos, referências filosóficas e muitos arcos individuais bem construídos. Jeffrey Lieber (Impulse), J. J. Abrams (Star Trek) e Damon Lindelof (The Leftovers) são os criadores desse seriado que hoje está no Disney+.
A trama estrelada por Matthew Fox (Speed Racer), Josh Holloway (Yellowstone), Evangeline Lilly (Homem-Formiga) e Terry O'Quinn (O Padrasto) parecia preparar o espectador para um final apoteótico onde todas as peças apresentadas nos episódios se encaixariam. Mas, no fim, só parecia mesmo. Já na quarta temporada o público percebeu que os showrunners estavam mais preocupados em fornecer mistérios do que resolvê-los de fato. E como o final de Lost virou algo de conhecimento público, muitos curiosos hoje preferem ler o resumo da season finale na Internet do que assistir tudo de uma vez.
A série Lost teve mais de 120 episódios exibidos na TV — Foto: Reprodução/IMDb 8. The Witcher (2019 - presente)
A franquia The Witcher chegou na Netflix em 2019 com alta expectativa de um público que já acompanhava as aventuras do bruxo e caçador de monstros Geralt de Rivia nos videogames e nos livros de Andrzej Sapkowski. Com Henry Cavill (Batman vs. Superman) no papel principal e Freya Allan (Planeta dos Macacos: O Reinado), Anya Chalotra (The ABC Murder) e Joey Batey (Billy The Kid) nos papéis recorrentes, The Witcher chegou a três temporadas no streaming vermelho, com mais uma a caminho.
Porém, os fãs de Henry Cavill ficaram decepcionados com a saída do ator da série. Especulações na imprensa dão como motivo a insatisfação do intérprete do Superman com os rumos tomados pelos showrunners e roteiristas na adaptação; que, segundo Cavill, pouco tinham a ver com o universo criado por Andrzej Sapkowski. Os momentos desorientados de nudez, sexo, violência e intrigas políticas deixaram o show com um verniz de Game of Thrones, na visão dos mais críticos.
The Witcher começou sendo protagonizado por Henry Cavill nas três primeiras temporadas — Foto: Reprodução/IMDb 9. Dois Homens e Meio (2003 - 2015)
Dois Homens e Meio (ou Two and A Half Man) foi uma das principais sitcoms dos anos 2000 e que possui fãs até hoje. Com Charlie Sheen (Platoon), Jon Cryer (Supergirl) e Angus T. Jones (A Casa Caiu) no elenco principal, a série mostrava a vida boêmia de Charlie Harper (Sheen), um compositor mulherengo que dá abrigo para o irmão Alan (Cryer), um quiroprata recém-divorciado. No começo, o rapaz não se interessa em ajudar o irmão, mas só o faz por conta de Jake (Jones), seu único sobrinho.
A sitcom criada por Chuck Lorre (Jovem Sheldon) e Lee Aronsohn (O Barco do Amor) funcionava como uma dramatização da vida desregrada e cheia de excessos de Charlie Sheen. Mas o que tornou a série intragável para muitos são as piadas sexistas e misóginas ditas por quase todos os personagens; até mesmo entre mulheres, como é o caso da governanta Berta, interpretada por Conchata Ferrell (Edward Mãos de Tesoura). Essa postura continuou mesmo com a entrada de Ashton Kutcher (The Ranch) substituindo Sheen no papel principal. Está disponível no Amazon Prime Video.
Dois Homens e Meio é focada no relacionamento do solteirão Charlie Harper com seu irmão Alan e seu sobrinho Jake — Foto: Reprodução/The Movie Database 10. Glee: Em Busca da Fama (2009 - 2015)
Covers de canções pop famosas, romances colegiais e dramas adolescentes fizeram de Glee um verdadeiro sucesso mundial. Criada por Ryan Murphy (Grotesquerie), Brad Falchuk (American Horror Story) e Ian Brennan (Bem-Vindos à Vizinhança), a produção do Disney+ acompanha um coral estudantil formado por estudantes desajustados de diferentes grupos sociais. Com a ajuda do professor Will Schuester, eles encontram o verdadeiro potencial artístico. Apesar da grande fama, o que maculou Glee perante à opinião público foi o desfecho trágico de alguns atores.
Cory Monteith (Premonição 3) era viciado em heroína e morreu de overdose em 2013, quando ainda gravava o show. Mark Salling (Colheita Maldita 4) cometeu suicídio em 2018 após ser detido por posse de pornografia infantil. Naya Rivera (Devious Maid) morreu afogada em 2020, supostamente depois de salvar o filho de quatro anos do mesmo destino. Já Lea Michelle (Scream Queens) assassinou a própria carreira ao proferir grosserias racistas contra colegas de elenco. Todos esses detalhes são expostos em Glee - O Preço da Fama, documentário não-autorizado disponível na Max.
A série Glee foi um enorme fenômeno na cultura pop, mas muitas polêmicas rondam o seriado teen — Foto: Divulgação/20th Television 11. Big Bang: A Teoria (2007 - 2019)
A cultura nerd hoje é popular graças à Big Bang: A Teoria, outra sitcom popular nos anos 2000 com Chuck Lorre na criação junto com Bill Prady (Star Trek: Voyager). Estrelado por Johnny Galecki (Roseanne), Jim Parsons (Os Garotos da Banda), Kaley Cuoco (Arlequina), Simon Helberg (Annette) e Kunal Nayyar (O Astronauta), a série mostra a vida em conjunto de um quarteto de nerds extremamente habilidosos com ciências e cultura pop, mas desajustados nos relacionamentos sociais.
Apesar de Big Bang renovar o interesse do público jovem e adulto pela cultura pop, a construção dos personagens parece se apoiar em clichês antigos e idiotizados sobre a figura do nerd/geek, como se o show fosse um spin-off do filme de comédia A Vingança dos Nerds (1984). Isso abriu margem para inúmeras situações de vergonha alheia (principalmente envolvendo mulheres), dando a entender que o grupo social representado pelos protagonistas fosse em sua maioria formado por pessoas machistas, abobalhadas, arrogantes, vidradas em sexo e um tanto xenofóbicas. Está disponível no Amazon Prime Video e no Max.
The Big Bang Theory está disponível no catálogo da HBO Max — Foto: Divulgação/Rotten Tomatoes A série de quadrinhos Archie Comics, publicada nos Estados Unidos desde a década de 1930, recebeu uma nova cara na Netflix. Em Riverdale, os atores KJ Apa (O Ódio que Você Semeia), Lili Reinhart (As Panteras de 2019), Camila Mendes (Música) e Cole Sprouse (A Cinco Passos de Você) dão vida aos famosos personagens Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge e Jughead Jones. Antes divertida e colorida, a cidade que dá nome à série é palco de assassinatos misteriosos e eventos macabros.
O show conquistou ótimos índices de audiência nas primeiras temporadas, principalmente quando baseou seu enredo na solução do assassinato do jovem Jason Blossom. Mas desse ponto em diante a produção exagerou no estilo sombrio e maduro, ao mesmo tempo que inseria dramas adolescentes genéricos. O desfecho da sétima e última temporada deixou um gosto amargo nos fãs, que agora a estreia de The Archies, nova adaptação da Archie Comics, mas desta vez ambientada na Índia dos anos 1960.
Série teen da CW reimagina os quadrinhos da Archie Comics em uma aura de suspense e mistério — Foto: Reprodução/The Movie Database 🎥Filmes dos anos 2000: relembre os 5 MELHORES títulos da época
Filmes dos anos 2000: relembre os 5 MELHORES títulos da época

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