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15 jogos de PS3 que foram esquecidos, mas mereciam continuações

O PlayStation 3 é um dos consoles mais importantes da história dos videogames, tanto pelo seus aspectos técnicos quanto pelos títulos que recebeu. Lançado em 2006 pela Sony, o videogame estabeleceu novos padrões para o processamento gráfico e a capacidade de armazenamento de dados. Pensando nos jogos lançados para a plataforma, a redação do TechTudo separou 15 ótimos jogos do PS3 que mereciam uma sequência, mas foram esquecidos ao longo do tempo. Confira!

 Divulgação O PlayStation 3 teve ótimos jogos lançados, mas nem todos tiveram alguma sequência — Foto: Divulgação

15 jogos de PS3 que foram esquecidos, mas mereciam continuações

 Divulgação ModNation Racers — Foto: Divulgação

Lançado em maio de 2010, Modnation Racers foi a aposta da Sony no gênero de corrida de karts sob o lema "Play, Create, Share" (Jogar, Criar, Compartilhar). Desenvolvido pela United Front Games, o título apresentava uma jogabilidade de corrida sólida com um sistema de drift e combate por itens. O grande diferencial era o seu editor: os jogadores podiam criar personagens (Mods), veículos e pistas inteiras com facilidade, compartilhando tudo online. Visualmente, o jogo adotava um estilo de "vinyl toys" que permitia uma personalização quase infinita.

Apesar de ter sido indicado ao prêmio de Melhor Jogo de Corrida no D.I.C.E. Awards de 2011 e de ter recebido versões para PSP e PS Vita, o jogo nunca ganhou uma continuação direta. O contexto para o seu esquecimento envolve a fragmentação da marca; a Sony decidiu focar esforços em LittleBigPlanet Karting (também da United Front Games), que acabou dividindo a comunidade. Com o tempo, o estúdio fechou suas portas e o foco da marca PlayStation em jogos de corrida migrou para simuladores ou experiências mais sociais.

 Reprodução/Microsoft Store Brutal Legend traz personagem interpretado por Jack Black que terá que salvar o mundo com Heavy Metal — Foto: Reprodução/Microsoft Store

Brutal Legend é uma carta de amor ao Heavy Metal. Lançado em 2009 pela Double Fine Productions e distribuído pela Electronic Arts, o jogo coloca o roadie Eddie Riggs (dublado por Jack Black) em um mundo fantástico inspirado em capas de álbuns de metal. A jogabilidade mistura ação em terceira pessoa com elementos de estratégia em tempo real durante as "Batalhas de Palco". O mundo aberto é repleto de referências ao gênero musical, com uma trilha sonora licenciada que inclui mais de 100 faixas de bandas como Motörhead e Black Sabbath.

O título recebeu elogios pela sua escrita e direção de arte, vencendo o prêmio de Melhor Trilha Sonora e Melhor Atuação (Jack Black) no Spike Video Game Awards. Contudo, a mistura de gêneros — especificamente as seções de RTS — dividiu a base de jogadores, que esperava um jogo de ação pura. Além disso, uma disputa judicial entre a Activision e a Double Fine prejudicou o marketing inicial. Tim Schafer, o diretor, confirmou que uma sequência foi planejada, mas a EA cancelou o projeto por considerar que o retorno financeiro não justificava o investimento em uma nova propriedade intelectual de nicho.

 Reprodução/Reddit Folklore é um RPG de ação atmosférico desenvolvido pela Game Republic — Foto: Reprodução/Reddit

Lançado no início da vida do PS3, em 2007, Folklore é um RPG de ação atmosférico desenvolvido pela Game Republic. A história se passa na vila irlandesa de Doolin, onde os protagonistas Ellen e Keats viajam para o "Netherworld" para conversar com os mortos e desvendar mistérios do passado. O gameplay era único pelo uso do sensor de movimento do controle para capturar as almas das criaturas (Folk). O jogador precisava fisicamente "puxar" e chacoalhar o controle. Cada Folk capturado servia como uma habilidade de combate diferente, permitindo customizar o arsenal de ataques.

Os gráficos eram elogiados pelo design artístico fantasioso e sombrio, fugindo do padrão realista. Infelizmente, Folklore foi uma vítima das baixas vendas iniciais do PlayStation 3 e da falta de marketing pesado. O estúdio Game Republic enfrentou sérias dificuldades financeiras e encerrou suas atividades em 2011.

4. PlayStation All-Stars Battle Royale

 Divulgação PlayStation All-Stars Battle Royale — Foto: Divulgação

Lançado em 2012 pela SuperBot Entertainment em parceria com a Santa Monica Studio, este título foi a tentativa da Sony de criar seu próprio "Smash Bros". O jogo reunia ícones como Kratos, Nathan Drake, Sackboy e até personagens de terceiros como Dante e Big Daddy. O sistema de gameplay diferenciava-se do concorrente desenvolvido pela Nintendo: a única forma de eliminar oponentes era utilizando golpes "Super", carregados ao causar dano comum. Isso exigia uma estratégia focada no gerenciamento de energia e precisão nos ataques finais.

O jogo recebeu indicações notórias, como Melhor Jogo de Luta no D.I.C.E. Awards. Entretanto, o sucesso comercial ficou abaixo do esperado. O contexto para a falta de sequência envolve críticas à seleção de elenco, que muitos consideraram incompleta, e um estilo visual que carecia de coesão entre os estilos de arte distintos de cada franquia. Após o lançamento, a SuperBot Entertainment sofreu cortes de pessoal e a parceria com a Sony foi encerrada.

 Divulgação Puppeteer. — Foto: Divulgação

Puppeteer, lançado em 2013 pelo SIE Japan Studio, é um dos jogos de plataforma mais criativos do PS3. A história acompanha Kutaro, um menino transformado em marionete que precisa recuperar sua cabeça e derrotar o Rei Urso da Lua. O jogo se passa em um palco de teatro, onde os cenários mudam dinamicamente como se as peças no palco estivessem sendo trocadas por maquinistas. A gameplay utiliza uma tesoura mágica, Calibrus, que permite ao jogador "cortar" o cenário para se locomover e atacar inimigos, além de trocar cabeças com habilidades especiais.

Apesar da recepção crítica positiva, o jogo foi um fracasso comercial por um motivo logístico: foi lançado poucas semanas antes do PlayStation 4. Todo o foco da indústria e dos consumidores estava na nova geração, fazendo com que o jogo fosse ignorado nas prateleiras.

6. Enslaved: Odyssey to the West

 Divulgação Ninja Theory confirma que não tem planos para Enslaved 2 — Foto: Divulgação

Desenvolvido pela Ninja Theory e lançado em 2010 pela Bandai Namco, Enslaved é uma reimaginação futurista do conto chinês "Jornada ao Oeste". No papel de Monkey, um homem bruto e ágil, o jogador deve escoltar Trip através de uma América pós-apocalíptica dominada por robôs. O foco do jogo é o relacionamento entre os dois personagens, construído por meio da captura de movimento e um roteiro coescrito por Alex Garland. A gameplay mescla combate de bastão, seções de plataforma e puzzles cooperativos.

Contudo, as vendas foram modestas, atingindo cerca de 730 mil cópias quando a meta era de um milhão para justificar uma franquia. A Ninja Theory chegou a planejar uma sequência, mas o baixo desempenho comercial fez com que a publisher cancelasse os planos. Posteriormente, o estúdio focou em DmC Devil May Cry e Hellblade.

 Divulgação Heavenly Sword — Foto: Divulgação

Heavenly Sword foi um dos títulos de lançamento técnico do PS3 em 2007, servindo como uma vitrine para o poder do console. Desenvolvido pela Ninja Theory, o jogo apresenta Nariko, uma guerreira que utiliza uma espada divina para salvar seu povo de um rei tirano. O combate era focado em trocar entre três estilos de luta em tempo real (Rápido, Área e Força), além de utilizar intensivamente o controle com projéteis e flechas no ar. A atuação de Andy Serkis como o vilão Rei Bohan foi um dos pontos altos da produção.

Embora tenha sido um sucesso crítico e visual para a época, o jogo era criticado por sua curta duração e pela ausência de um sistema de troféus (que ainda não era padrão). A Sony detém os direitos da marca, mas a Ninja Theory, após o lançamento, decidiu seguir para projetos multiplataforma para garantir sua independência financeira. Uma sequência chegou a entrar em pré-produção, mas foi cancelada precocemente devido a decisões internas da Sony, que preferiu investir em franquias como God of War e Uncharted.

 Reprodução/Steam Sleeping Dogs é uma espécie de sucessor espiritual da série True Crime que traz uma bela reprodução de Hong Kong para explorar — Foto: Reprodução/Steam

Originalmente planejado como parte da série True Crime, Sleeping Dogs foi resgatado pela Square Enix e lançado em 2012 pela United Front Games. Situado em Hong Kong, o jogador controla Wei Shen, um policial infiltrado nas Tríades. A gameplay foca intensamente no combate corpo a corpo, inspirado em filmes de artes marciais, e permite o uso criativo do cenário para execuções. Além das lutas, o jogo oferece perseguições de carros, tiroteios e uma narrativa policial bastante densa.

Sleeping Dogs recebeu indicações para Melhor Jogo de Ação no Spike VGA e no D.I.C.E. Awards. Apesar de ter vendido razoavelmente bem e conquistado uma base de fãs fiel, a Square Enix declarou que as vendas não atingiram suas expectativas irrealistas. A United Front Games chegou a trabalhar em um protótipo para uma sequência que incluiria mecânicas de "nuvem" e um mundo massivo, mas o projeto foi descartado em favor de um spin-off multiplayer chamado Triad Wars, que fracassou.

 Divulgação Remember Me é aventura futurista — Foto: Divulgação

Lançado em 2013 pela Capcom e desenvolvido pelo estúdio francês Dontnod, Remember Me apresenta uma visão única de Neo-Paris no ano de 2084. A protagonista Nilin é uma "caçadora de memórias" que pode entrar na mente das pessoas e alterar suas lembranças. A mecânica de "Memory Remix" era o grande atrativo, permitindo ao jogador modificar pequenos detalhes em uma cena de flashback para mudar o comportamento do personagem no presente. O combate permitia personalizar combos em um sistema chamado "Combo Lab".

O jogo foi elogiado por sua direção de arte e trilha sonora eletrônica, rendendo ao estúdio uma indicação de Melhor Jogo de Estreia no BAFTA. No entanto, o gameplay de combate foi considerado repetitivo por parte da crítica e o lançamento próximo a grandes títulos como The Last of Us prejudicou sua visibilidade. A Dontnod acabou encontrando o sucesso comercial com Life is Strange, mudando completamente seu foco para jogos puramente narrativos.

 Reprodução vanquish — Foto: Reprodução

Vanquish, lançado em 2010 pela PlatinumGames e dirigido por Shinji Mikami, é um jogo de tiro em terceira pessoa focado em velocidade extrema. O protagonista Sam Gideon utiliza uma armadura de combate equipada com propulsores que permitem deslizar pelo cenário em alta velocidade. O gameplay incentiva a agressividade e o uso de reflexos rápidos, permitindo entrar em modo câmera lenta para destruir robôs gigantes. O design visual é puramente futurista e inspirado em animes de mecha.

O jogo foi aclamado pela crítica por renovar o gênero de "cover shooter". Apesar do status, as vendas foram consideradas moderadas pela Sega. A PlatinumGames é um estúdio que costuma trabalhar sob contrato, e como a Sega não demonstrou interesse imediato em financiar uma sequência custosa, o estúdio seguiu para outros projetos.

 Divulgação Blur — Foto: Divulgação

Lançado em 2010 pela Bizarre Creations e Activision, Blur tentou fundir o realismo de carros licenciados com a jogabilidade caótica de karts com poderes: correr em circuitos reais com um BMW ou um Ford GT, disparando rajadas de energia e minas contra os adversários. O modo multiplayer suportava até 20 jogadores online ou 4 em tela dividida, sendo um dos favoritos para jogatina local. O sistema de progressão era baseado em "fãs" e desafios sociais.

Apesar de ser tecnicamente bem feito, Blur sofreu um erro estratégico de lançamento: saiu na mesma semana que Split/Second e próximo a Modnation Racers, saturando o mercado de corrida arcade. A Activision, conhecida por metas de vendas agressivas, não ficou satisfeita com o desempenho comercial. Poucos meses após o lançamento, a publisher fechou a Bizarre Creations (famosa por Project Gotham Racing).

 Reprodução/xTimelessGaming via YouTube SSX — Foto: Reprodução/xTimelessGaming via YouTube

O retorno da franquia SSX em 2012 foi uma tentativa de modernizar o gênero de snowboard extremo. Desenvolvido pela EA Canada, o jogo introduziu o conceito de "Deadly Descents" (Descidas Mortais), onde o jogador enfrentava perigos naturais como avalanches, frio extremo e baixa oxigenação em montanhas mapeadas via satélite da NASA. O gameplay mantinha o estilo arcade clássico de manobras exageradas e o sistema de "Tricky", mas com um visual mais realista.

O jogo foi bem recebido pela crítica e pelos fãs, elogiado pela fluidez e pelo sistema social "RiderNet". No entanto, o gênero de esportes radicais entrou em um declínio acentuado de popularidade durante a década de 2010. A EA decidiu focar em seus pilares anuais de esporte (FIFA, Madden) e em jogos de serviço. Assim, a franquia SSX foi colocada na geladeira pela Electronic Arts, onde permanece até hoje.

 Reprodução/Joystiq Metal Gear Rising: Revengeance — Foto: Reprodução/Joystiq

Fruto de uma colaboração entre a Kojima Productions e a PlatinumGames, Metal Gear Rising (2013) transformou Raiden em um ninja cibernético imparável. O foco aqui não é o stealth, mas o corte preciso. A mecânica "Zandatsu" permitia ao jogador desacelerar o tempo e cortar inimigos e objetos em qualquer ângulo, em centenas de pedaços. A trilha sonora de metal industrial e as batalhas contra chefes deram ao jogo uma identidade única dentro da franquia.

O título foi um sucesso de crítica e público, vendendo mais de 2 milhões de cópias e sendo indicado a Melhor Jogo de Ação em diversas premiações. O contexto para a ausência de uma sequência é puramente corporativo e interno da Konami. Após o lançamento, a relação entre a empresa e Hideo Kojima deteriorou-se, culminando na saída do diretor e na reestruturação total da empresa para focar em mobile e pachinko.

 Reprodução/Microsoft Store Dante's Inferno é um jogo de ação inspirado por God of War pela Visceral Games, criadores de Dead Space — Foto: Reprodução/Microsoft Store

Lançado em 2010 pela Visceral Games, Dante's Inferno é uma adaptação livre da primeira parte de "A Divina Comédia" de Dante Alighieri. O jogo é um hack and slash no molde de God of War, onde Dante desce pelos nove círculos do inferno para resgatar a alma de Beatriz. A direção de arte era o ponto forte, criando representações grotescas e criativas para pecados como Gula, Luxúria e Heresia. O jogador podia escolher entre punir ou absolver as almas, evoluindo habilidades de luz ou trevas.

Apesar das polêmicas de marketing e das críticas por ser "muito parecido" com a jornada de Kratos, o jogo vendeu bem e teve um final que indicava claramente uma sequência baseada no Purgatório. No entanto, a Visceral Games foi redirecionada pela EA para focar inteiramente na franquia Dead Space e, posteriormente, em um projeto de Star Wars que acabou sendo cancelado. O estúdio foi fechado em 2017.

 Divulgação/EA The Saboteur se deu melhor com o público do que com a crítica — Foto: Divulgação/EA

Desenvolvido pela Pandemic Studios e lançado em 2009, The Saboteur se passa na Paris ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O protagonista é Sean Devlin, um mecânico irlandês que se junta à Resistência Francesa. O jogo utiliza uma mecânica visual brilhante: as áreas sob controle nazista são mostradas em preto e branco, e as cores retornam conforme o jogador completa missões de sabotagem e inspira a população. O gameplay mistura exploração em mundo aberto, parkour e tiroteios.

O título recebeu o prêmio de Melhor Design Artístico na E3 2009 pela IGN. O motivo de não ter tido sequência é um dos mais trágicos da indústria: a Electronic Arts anunciou o fechamento da Pandemic Studios apenas algumas semanas antes do lançamento do jogo. Sem um estúdio para dar suporte ou planejar uma continuação, o jogo tornou-se órfão.

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