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1º de Maio terá extrema direta na av. Paulista e atos sindicais espalhados

Com a negativa da PM, manifestações sindicais ocorrerão em praças no centro de São Paulo. A CSP-Conlutas fará seu ato na praça da República, a partir das 10h. Já a Intersindical se reunirá na praça Roosevelt, a partir das 9h. A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) também participam do ato, que contará com a presença da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), da vereadora Luna Zarattini (PT) e do vereador Toninho Vespoli (PSOL), segundo os organizadores. O foco das manifestações é o fim da escala 6x1.

Polícia Militar afirma que atuou de forma imparcial e seguiu o critério de antecedência. Em nota, a corporação disse que "atua de forma técnica, imparcial e isonômica no planejamento de eventos em vias públicas, seguindo critérios previamente estabelecidos". Entre esses critérios estão a antecedência na comunicação e a prevenção de conflitos entre grupos antagônicos. Com base nisso, a PM informou que orientou os movimentos a mudar o local dos atos.

Ato do Patriotas do QG não tem foco em pautas trabalhistas. Seu lema é: "Flávio presidente, Bolsonaro livre e supremo é o povo". No 1º de Maio de 2025, atos na Paulista pediram o fim da escala 6x1 e reuniram centrais sindicais e movimentos sociais.

Em anos anteriores, centrais realizaram manifestações em diferentes locais da cidade. Em 2025, além do ato na Paulista, houve um evento na praça Campo de Bagatelle, na zona norte, liderado principalmente pela Força Sindical. Em 2024, o ato unificado foi em Itaquera. Em 2023, ocorreu no Anhangabaú e, em 2022, no Pacaembu.

1º de Maio é uma data em disputa, avalia professor Ruy Braga, da USP. "Historicamente, essa disputa se dá entre o Estado e os sindicatos na época de Getúlio Vargas, e também entre diferentes tipos de sindicalismo. O cenário atual faz parte disso. O bolsonarismo não é totalmente refratário aos sindicatos. Pode ser que isso esteja em jogo", afirma.

Atos descentralizados

Enquanto a Paulista terá a manifestação pró-Bolsonaro, principais centrais sindicais apostam em atos descentralizados. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) não fará ato na capital paulista. Na Grande São Paulo, a central promoverá um evento em São Bernardo do Campo, com show de Gloria Groove, além de atividades em Osasco, Ferraz de Vasconcelos e Taboão da Serra. A Força Sindical terá um ato em Mairiporã (Grande São Paulo) e um evento em sua sede, no bairro da Liberdade (centro), com presença do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), segundo a organização. Centrais e sindicatos organizam atos em outros estados pelo país.

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