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A ditadura militar no Brasil

1964-1985:
A ditadura militar no Brasil

1964: O início da ditadura

O golpe que depôs João Goulart contou com manifestações populares comemorando a chegada dos militares ao poder. O Ato Institucional nº1 (AI-1) estabeleceu eleições indiretas e cassações de direitos políticos

1964-1967: Governo Castelo Branco 

Houve perseguições e cassações de políticos e a criação do AI-2, que instituiu o bipartidarismo e eleições indiretas para presidente, do AI-3, que extinguiu eleições diretas para governadores e prefeitos, e do AI-4, que promulgou uma nova Constituição Federal

1967: Costa e Silva assume
a Presidência

Foi sancionada a Lei de Censura à imprensa. Houve aumento da repressão e polarização entre linha dura
e moderados. A morte de
Castelo Branco em um
acidente suspeito também
marcou esse período

1968: Radicalização e o AI-5

Ano marcado por aumento das tensões, greves e manifestações estudantis. O assassinato do estudante Edson Luís no RJ gerou grande comoção.
Em dezembro, foi decretado o AI-5, marco da repressão com fechamento do congresso, suspensão de habeas corpus
e censura

1969: Médici e o Milagre Econômico 

A repressão foi intensificada quando Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência.
O país experimentou o chamado "milagre econômico", com crescimento do PIB. Houve ainda um aumento do ufanismo e propaganda do regime com o slogan "Brasil, ame-o ou deixe-o"

1969-1974: Anos de Chumbo
 
O período de Médici foi o mais repressivo da ditadura, com o auge da tortura, assassinatos e desaparecimentos. Foram criados órgãos de repressão como os DOI-CODI, estabelecidos em praticamente todos os estados da federação

1969-1974: Oposição ao regime

Nesta mesma época, a luta armada ganhou força com figuras como Carlos Marighella e Carlos Lamarca. Buscando destruir os movimentos opositores, os militares intensificaram as torturas e desaparacimentos, como os casos da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-deputado Rubens Paiva

1972-1975: Guerrilha do Araguaia

A resistência de comunistas na região amazônica foi duramente reprimida pelo exército. Até hoje, há desaparecidos políticos deste período. Não houve prisioneiros de guerra, os guerrilheiros simplesmente deixaram de existir

1974: Geisel e a Abertura Lenta e Gradual

Ernesto Geisel assumiu a presidência com um projeto de abertura "lenta, gradual e segura". O país passou por uma crise econômica após a crise mundial do petróleo e setores da sociedade, como o empresariado, começaram a se mobilizar contra o regime

1975: Morte de Herzog e a Crise do Regime

O assassinato de Vladimir Herzog causou grande comoção e a imprensa passou a ser mais crítica e investigativa, desafiando a versão oficial do governo. O jornalista foi preso e torturado no DOI-Codi de São Paulo, comandado por Carlos Alberto Brilhante Ustra

1978: Fim do AI-5 

O Ato Institucional nº 5 foi revogado no final do governo Geisel, sinalizando uma abertura política. Houve uma crescente insatisfação popular, mas a repressão continuava. A chacina da Lapa e a morte de João Goulart também marcaram esse período

1979: O último presidente do regime militar

 João Figueiredo assumiu
a presidência. Foi sancionada
a Lei da Anistia, que permitiu
o retorno de exilados, mas
foi criticada por perdoar
os torturadores. As greves
ganharam força e houve
o surgimento de lideranças
populares como Lula
no ABC Paulista

1980: Abertura Política e as "Diretas Já" 

O fim do bipartidarismo abriu caminho para a criação de novos partidos. O movimento Diretas Já tomou as ruas pedindo eleições diretas
para presidente

1984-1985: Eleições Indiretas e Fim da Ditadura 

Tancredo Neves foi o último presidente eleito via eleições indiretas, mas ele morreu antes de assumir, deixando o cargo na mão de seu vice, José Sarney. Este fato marcou o fim do regime militar e o início da redemocratização

1985-Atualidade: Legado da Ditadura e Busca por Justiça
 
A ditadura deixou um legado de violência, desigualdade social e dívida externa. Em 1988, o país criou uma nova Constituição Federal, que instituiu um Estado Democrático

1985-Atualidade: Legado da Ditadura e Busca por Justiça

Apesar disso, a sociedade ainda lida com os traumas e divisões do período ditatorial, com disputas pela memória e busca por justiça

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