Donald Trump sugeriu, nesta segunda-feira (11), mais uma vez, que um país pode se tornar o 51º estado dos EUA — desta vez, a Venezuela. Segundo o correspondente da Fox News John Roberts, o presidente norte-americano estaria “considerando seriamente” a possibilidade.
Ainda de acordo com a Fox News, o republicano teria citado as reservas de petróleo do país latino-americano, avaliadas em US$ 40 trilhões, como o principal fator por trás da ideia.
Desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, funcionários da Casa Branca têm viajado constantemente entre os Estados Unidos e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração, ao mesmo tempo em que tentam estreitar laços com a presidente interina Delcy Rodríguez.
“Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado”, afirmou. “A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu.”

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Os “novos” 51º estados de Donald Trump
Desde que retornou à Casa Branca, Trump já deu diversas declarações expansionistas envolvendo territórios estrangeiros.
Segundo Trump, caso o Canadá continuasse independente, teria de pagar US$ 61 bilhões (R$ 345 bilhões) para aderir ao sistema.
“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte do nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, publicou Trump em sua rede social, a Truth Social.
Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra reunião com líderes europeus e mapa com Groenlândia, Canadá e Venezuela com bandeira dos EUA. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra ele fincando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Diante desse cenário, o governo cubano se viu forçado a iniciar negociações com os Estados Unidos.
Cuba está entre os alvos de Trump desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Na época, ele reverteu a política de abertura adotada por Barack Obama e endureceu sanções contra a ilha.

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