Apesar da emissão dos papéis, o valor de mercado da companhia permanece o mesmo, já que há mais ações em circulação. Os donos dos papéis, portanto, os colocam à venda para que haja um reequilíbrio.
Segundo Fabio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, a operação da Azul envolve uma forte diluição, com emissão massiva de ações a preços simbólicos. "A troca de dívida por equity sinaliza estresse financeiro, não crescimento", disse ontem. "O aumento de capital melhora a estrutura de capital, mas beneficia credores, não acionistas."
A Azul está em recuperação judicial nos Estados Unidos (chapter 11) desde maio do ano passado. O plano de reestruturação, aprovado pela Justiça norte-americana em dezembro após o aval de mais de 90% de todas as classes de credores elegíveis, prevê essa diluição dos acionistas minoritários.
Com a reorganização acionária da companhia, aqueles que detinham ação da Azul viram seus papéis perderem valor. Os credores, por sua vez, receberam ações da empresa.
A Azul pretende encerrar o processo de recuperação judicial ainda no começo deste ano. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

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