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"Acordo com UE eleva também exportações para outras regiões", diz governo

"O aumento da produtividade no Brasil, associada a importações de insumos e bens de capital mais baratos, contribui para que as nossas exportações, também para outros destinos, cresçam", afirmou Prazeres. "O próprio setor de máquinas apoia o acordo, no espírito de que, para que se produzam máquinas no Brasil, você precisa de máquinas. E a União Europeia é desenvolvida tecnologicamente em maquinário de ponta."

É difícil projetar com precisão efeitos de longo prazo de acordos de livre comércio, já que eles podem alterar diversos fatores de produção nos países envolvidos, e os resultados devem ser vistos com cautela. Mas o estudo da Secex estima que, no horizonte de 20 anos, a indústria de transformação teria um crescimento extra nas exportações de 4,9%, o setor de serviços, de 3,2%, e a agropecuária, de 1,7%. Nas exportações apenas para a UE, as altas seriam, respectivamente, de 26,6%, 14,8% e de 6,7%.

Outros estudos projetam que alguns setores terão perdas com o acordo. Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de 2024, por exemplo, prevê perdas para setores como veículos e peças, metais ferrosos, artigos de vestuário e acessórios e farmacêutico. No geral, no entanto, o estudo estima que o acordo contribuirá positivamente com o PIB brasileiro, em alta que chegaria a 0,46% em 2040, na comparação sem o tratado.

Prazeres defende que o acordo terá efeitos positivos não só na economia — mas também na geopolítica, por representar uma "mensagem poderosa para o mundo de que essas duas regiões acreditam em comércio, em investimentos, em democracia", e no meio ambiente, por incluir um capítulo adicional sobre desenvolvimento sustentável que deverá ser observado pelos países envolvidos.

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