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Acordo entre PL e Cleitinho isola governador, e PT procura plano B para disputa em Minas

Uma reunião na última semana aproximou dirigentes mineiros do PL, que tem Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, do Republicanos, partido do senador Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas de intenção de voto ao governo do estado.

Após encontro de Cleitinho com líderes do PL de Minas Gerais e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a aliança foi fechada em uma reunião posterior, que envolveu Flávio e Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial da sigla.

Com isso, as duas legendas se distanciam do atual governador Mateus Simões (PSD), que irá concorrer à reeleição apoiado por Romeu Zema (Novo).

O acerto foi de que o PL e o Republicanos seguirão juntos nas eleições mineiras deste ano, mas não houve ainda definição das posições na chapa. A principal dúvida envolve o próprio Cleitinho, que tem adiado a decisão sobre se lançar candidato ao Palácio Tiradentes.

"Nós definimos que o PL e o Republicanos estarão juntos na eleição. O importante é que o PL precisa estar na chapa para não ter dúvida para o eleitor", afirmou à Folha o deputado federal Zé Vitor.

Ele disse não ter ficado claro para o eleitor do partido no pleito de 2022 qual era o candidato em Minas apoiado por Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição. Apesar de ter o senador Carlos Viana (hoje no PSD) concorrendo pelo PL, Bolsonaro na ocasião também elogiava Zema, que acabou sendo reeleito em primeiro turno.

O acordo mineiro entre PL e Republicanos aconteceu na véspera da divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Integrantes dos partidos, porém, dizem que o cenário não será alterado.

Mateus Simões vinha tentando reunir os partidos de direita em torno de seu nome, mas seu compromisso de apoiar Zema ao Palácio do Planalto e ainda ter um outro presidenciável concorrendo por seu partido, Ronaldo Caiado, o afastaram de uma aliança com o PL. Contribuiu para isso o vídeo em que Zema criticou Flávio sobre as conversas com Vorcaro, na semana passada.

Caso Cleitinho opte por não concorrer ao Palácio Tiradentes, o PL tem como plano B lançar na disputa pelo governo o ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) Flávio Roscoe ou o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli —os dois também são cotados como possíveis candidatos a vice de Cleitinho.

PT procura alternativa a Pacheco

No campo da esquerda, o partido do presidente Lula segue em busca de um candidato ao governo no estado no segundo maior colégio eleitoral do país.

Após uma ofensiva liderada pelo próprio Lula para convencer Rodrigo Pacheco (PSB), a executiva do partido já descarta a candidatura do senador. Edinho Silva, presidente do PT, afirmou nesta semana em um podcast que "infelizmente ele [Pacheco] optou por não ser candidato" e que a sigla segue em busca de um nome em Minas Gerais.

Nas alas mineiras do partido, ainda há quem torça para que Pacheco reverta sua posição após uma conversa com Lula, mas interlocutores do senador consideram remota a possibilidade de ele mudar de ideia.

O partido chega a menos de cinco meses do primeiro turno sem conversas adiantadas com um potencial candidato ao Palácio Tiradentes.

A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), considerada o quadro com maior potencial de votos do partido no estado, definiu que vai se lançar ao Senado, em decisão com o apoio de Lula.

No momento, dois nomes aparecem como alternativa para um palanque petista: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Josué Gomes da Silva (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar.

O primeiro apareceu na mais recente pesquisa Genial/Quaest na segunda posição, com 14% das intenções de voto, atrás de Cleitinho (30%). Em um cenário sem o senador do Republicanos, Kalil liderava, citado por 18% dos eleitores.

Pesam contra o pré-candidato do PDT as rusgas entre ele e integrantes do PT deixadas pela disputa de 2022, quando o ex-prefeito não chegou ao segundo turno. Na ocasião, Kalil apresentava dificuldades no interior e chegou a escalar o candidato a vice, André Quintão, para substituí-lo em agendas longe da capital, o que desagradou aos petistas.

Já o empresário Josué Gomes, ex-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), filiou-se ao PSB no último dia da janela partidária para candidatos nas eleições deste ano. O movimento animou alas mais tradicionais da legenda em Minas e integrantes de partidos aliados. Entre petistas, porém, há desconfiança sobre a disposição do empresário de entrar efetivamente na disputa pelo governo.

Outro pessebista que é citado como possível candidato de Lula ao Palácio Tiradentes é o ex-procurador de Justiça do estado Jarbas Soares (PSB).

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