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Acordo entre UE e Mercosul será assinado em 17 de janeiro no Paraguai

União Europeia aprovou hoje o acordo

Países da União Europeia aprovaram hoje, em Bruxelas, o acordo de livre comércio com o Mercosul, o maior do gênero no mundo, que reunirá um mercado estimado de 722 milhões de consumidores. Apesar da oposição liderada pela França, representantes dos Estados-membros deram sinal verde para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinar o tratado na próxima semana, no Paraguai.

Embaixadores dos 27 estados-membros do bloco europeu indicaram as posições de seus governos e devem reforçar, por escrito, suas posições ainda hoje. Aprovação precisa do apoio de 15 países, que representam 65% da população total do bloco. O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo antes que ele possa entrar em vigor. "É um acordo fundamental para a União Europeia, no plano econômico, político, estratégico e diplomático", disse ontem Olof Gill, um dos porta-vozes da Comissão, braço executivo do bloco dos 27.

Embora a assinatura ocorra no Paraguai, o acordo não entrará imediatamente em vigor. Isso porque do lado europeu ainda é necessário o aval do Parlamento Europeu, que deverá pronunciar-se em um prazo de várias semanas. E este resultado se apresenta incerto, já que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.

Comissão Europeia trabalhou pelo acordo. Órgão europeu, que concluiu as negociações há um ano, e países com peso político, como a Alemanha e a Espanha, atuaram para sua aprovação. Segundo esse grupo, a parceria com o Mercosul é uma parte vital do esforço da UE para abrir novos mercados. O texto alcançado até agora, argumentam, é um meio para compensar as perdas comerciais decorrentes das tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais essenciais.

Opositores ainda tentam vetar acordo. Liderados pela França, o maior produtor agrícola da União Europeia, países contrários ao texto acertado com o Mercosul afirmam que acordo aumentará as importações de produtos alimentares baratos, incluindo carne bovina, aves e açúcar, prejudicando os produtores nacionais. Os agricultores iniciaram protestos em toda a UE, bloqueando estradas francesas na quinta-feira.

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