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Adeus, tomadas: guia definitivo para comprar um celular com bateria boa

Encontrar opções de celulares que prometem bateria de longa duração não é uma tarefa difícil. Mas o que nem todo mundo sabe é que um celular com bateria realmente duradoura é resultado de múltiplos fatores, e é preciso analisar bem todos os aspectos que impactam a duração da bateria. Um dos componentes que merece atenção é o processador, cujo impacto sobre a autonomia é muito grande. Chipsets com litografia maior, por exemplo, tendem a gastar mais energia para executar processos.

A tecnologia da tela do smartphone e a presença de tecnologias complementares também devem ser observadas com cautela. Pensando nisso, o TechTudo preparou um guia que explica em detalhes tudo o que você precisa observar na hora de escolher um celular com bateria duradoura. Confira nas próximas linhas.

 Reprodução/Getty Images Confira um guia para comprar um celular com bateria boa — Foto: Reprodução/Getty Images

Adeus, tomadas: guia definitivo para comprar um celular com bateria boa

Neste guia você vai descobrir tudo que alguém que busca por um celular com bateria duradoura precisa saber. Confira.

  1. Observe a capacidade em mAh — mas não pare por aí
  2. Verifique a autonomia de bateria
  3. Escolha um celular com um processador eficiente
  4. Priorize celulares com telas AMOLED
  5. Observe a presença de tecnologias complementares

Observe a capacidade em mAh — mas não pare por aí

A capacidade da bateria, expressa em miliampere-hora (mAh), representa quanta carga o componente consegue armazenar. Em tese, quanto maior for o número, maior a energia disponível para o celular. Entretanto, isso não significa necessariamente mais tempo longe das tomadas. Há outros fatores que influenciam diretamente o consumo energético, e escolher o celular estritamente pela capacidade da bateria é um erro.

Isso porque a bateria trabalha diretamente com outros componentes, como tela, processador e software (se está atualizado e otimizado ou não). A performance também é influenciada pelo perfil de uso do consumidor — leve, moderado ou intenso —, o que pode resultar em um consumo maior ou menor de bateria. Assim, a escolha do celular ideal no quesito bateria é multifatorial e precisa ser amparada em diferentes aspectos — falaremos mais sobre eles abaixo.

 Samsung/Reprodução Bateria garante até 29 horas de reprodução de vídeos no Galaxy S25 Plus — Foto: Samsung/Reprodução

Um exemplo de como celulares podem ter capacidades de baterias diferentes e autonomias semelhantes é o Galaxy S25 e o Redmi Note 14 Pro 5G. O primeiro tem capacidade de 4.000 mAh e autonomia de reprodução de vídeos por até 29 horas. Já o modelo da Xiaomi tem bateria de 5.110 mAh, mas aguenta apenas 15 horas reproduzindo vídeos.

Verifique a autonomia de bateria

Como já dito, a autonomia é tão importante quanto a capacidade da bateria. Por isso, ao buscar um celular com boa durabilidade energética, atente-se às informações do site da fabricante em relação a diferentes cenários e usos, como tempo de duração em reprodução de vídeos, áudios, jogos, redes sociais, entre outros.

Mas não pare por aí: pesquise também por reviews e testes de benchmark. Os avaliadores realizam testes no dia a dia e trazem para o consumidor informações valiosas de uso no mundo real, sem vínculo com a marca fabricante. Assim, é possível constatar se o celular no qual você tem interesse realmente atende às suas necessidades.

 Unsplash/Onur Binay Pessoa jogando no celular — Foto: Unsplash/Onur Binay

Escolha um celular com um processador eficiente

O processador é outro componente que merece atenção quando se trata de escolher celulares com bateria duradoura. Isso porque há um elemento no chipset que influencia diretamente o consumo energético: a litografia. Trata-se da distância entre os transistores, medida em nanômetros (nm), e representa o percurso que os elétrons percorrem para executar os processos.

Quanto maior esse percurso, maior será o consumo de bateria, além do aumento de energia térmica gerada na dissipação de calor. Por isso, se você busca um celular com bateria prolongada, opte por processadores com litografia de 4 nm ou até 3 nm, a menor disponível atualmente no mercado. Dessa forma, os processos serão mais eficientes, com menor consumo energético.

 Reprodução/Xiaomi Xiaomi 13T Pro tem processador MediaTek de 4 nm — Foto: Reprodução/Xiaomi

Priorize celulares com telas AMOLED

A tela do celular pode ser um grande vilão da bateria. Atualmente, o mercado mobile oferece telas dos tipos LCD, AMOLED e OLED. As telas LCD, ou IPS LCD, utilizam um sistema de backlight — uma luz de fundo que permanece sempre ligada — e essa iluminação é bloqueada ou liberada conforme o conteúdo exibido. Por conta dessa luz de fundo constante, esse tipo de visor consome mais energia, resultando em maior gasto de bateria.

 Ana Letícia Loubak/TechTudo Tela do OPPO Reno 11F tem tecnologia AMOLED e brilho de 1.100 nits — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo

Nas telas OLED, cada pixel emite sua própria luz. Assim, em áreas escuras da tela, onde não há necessidade de iluminação, o pixel permanece desligado, reduzindo o consumo energético. O AMOLED, por sua vez, é um tipo de tela OLED que utiliza uma matriz ativa, funcionando como um sistema de controle mais avançado para ligar, desligar e regular cada pixel de forma mais rápida e precisa. Isso resulta em maior eficiência energética e melhor autonomia de bateria. Esse tipo de tela é bastante comum em celulares intermediários premium e topo de linha.

Observe a presença de tecnologias complementares

Além dos itens já citados — tela, processador e autonomia —, as fabricantes também investem em tecnologias complementares que buscam ampliar a duração da bateria. A JOVI, marca subsidiária da Vivo no Brasil, por exemplo, oferece a tecnologia BlueVolt. Ela alia alta capacidade (entre 5.500 mAh e 6.500 mAh, a depender do modelo) a carregamento ultrarrápido, e promete até cinco anos de saúde da bateria.

O carregamento adaptativo e os sistemas de proteção de bateria, disponíveis em celulares da Samsung, Xiaomi e Apple, aprendem os hábitos de uso do consumidor e carregam apenas o necessário para o momento. Com isso, evitam que o aparelho permaneça por longos períodos na carga máxima, algo que estressa a bateria. O resultado é uma bateria mais saudável e com autonomia preservada.

 Reprodução/JOVI Tecnologia BlueVolt, da JOVI, garante maior durabilidade a bateria — Foto: Reprodução/JOVI

Outro recurso complementar interessante é a taxa de atualização adaptativa da tela, também presente em celulares da Xiaomi, Samsung e Motorola. A taxa de atualização é responsável pela fluidez na reprodução de conteúdos e jogos: quanto maior for o número, medido em Hz, mais fluida será a experiência. Acontece que nem sempre é necessário mantê-la no máximo, o que aumenta o consumo de bateria. Com o recurso ativo, o celular adapta a frequência de atualização da tela conforme o uso, ajudando a prolongar a autonomia de bateria.

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