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Adriano diz que vai achar golpista que tirou R$ 15 mil da mãe. É possível?

Achar um golpista é complexo. "Adriano tem como vantagem usar o efeito rede. Por ser famoso, pode engajar os seguidores e alguém ajudá-lo", explica Hiago Kin, presidente do Ibrinc (Instituto Brasileiro de Resposta a Incidentes Cibernéticos). "Isso por si só aumenta a probabilidade de alguém conhecer os criminosos e denunciar."

Do ponto de vista tecnológico, há alguns fatores complicadores. Em tese, uma pessoa pode entrar em contato com o número do golpista e tentar identificá-lo ou analisar a conta para a qual o dinheiro foi enviado. Na prática, golpistas dificilmente respondem as suas vítimas, e a conta para transferência, em boa parte das vezes, é laranja (conta bancária usada para movimentar dinheiro de forma ilícita). A quantia costuma ficar pouco tempo na conta para dificultar o rastreio.

Vítimas de golpe devem fazer boletim de ocorrência. Ainda que a polícia costume investigar apenas casos com muitas ocorrências, registrar em um BO o que ocorreu —inclusive com detalhes como número de celular, abordagem do golpista e conta usada para transferência— ajuda a verificar se esse método tem sido usado por outros criminosos. O documento pode ajudar o banco a bloquear contas suspeitas e tentar recuperar os valores perdidos, dependendo das circunstâncias.

Desde 2021, estelionato e golpes virtuais têm crescido, enquanto roubos na rua têm diminuído. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, houve 1.966.353 estelionatos em 2024, contra 870.320 roubos.

O Anuário cita motivos para explicar por que é tão difícil coibir a prática. Baixa capacidade investigativa e formação defasada dos agentes em relação a esse tipo de crime são citadas como fatores. Logo, há pouca chance de o criminoso ser preso.

Como foi o golpe contra a mãe de Adriano

Tática do "este é o meu novo número" é comum em golpes pelo WhatsApp. A estratégia envolve usar um novo número de telefone, pegar uma foto nas redes sociais, colocar no perfil e estabelecer contato. Na maioria das vezes, envolve um pedido de ajuda via mensagem de texto e solicitação de transferência de dinheiro. Por ter uma foto legítima, as vítimas geralmente acreditam e fazem a transferência.

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