'All You Can Fly'
O passe anual habilita o titular a emitir passagens em rotas domésticas e internacionais operadas pela JetSmart no Chile, na Argentina, no Peru e na Colômbia, incluindo aquelas que voam de e para o Brasil. É necessário pagar apenas taxas de embarque, impostos e demais encargos aplicáveis a cada trecho.
Serviços adicionais, como despacho de bagagem, marcação de assento e outros opcionais, continuam sendo cobrados à parte.
A emissão pode ser feita com até 24 horas de antecedência nos voos nacionais e, nos internacionais, o prazo mínimo é de 72 horas antes da partida. Como a oferta de lugares para o programa é limitada por voo, a lógica comercial é ocupar assentos que, de outra forma, poderiam ficar vazios, sem atrapalhar a venda tradicional de bilhetes.
Para o passageiro, isso significa que o ganho potencial está em voar muitas vezes ao longo do ano. Para a companhia, o modelo garante receita antecipada e cria um mecanismo de fidelização mais agressivo do que programas convencionais de milhas ou descontos.
Como a passagem é emitida por trecho, quem for realizar um voo internacional precisa estar atento ao bilhete da volta. Alguns países exigem a comprovação desse retorno, e cada viajante é responsável por apresentar a documentação necessária ao entrar em cada país.
O que é pago?
Apesar da promessa de voar "à vontade", o passageiro não deixa de desembolsar dinheiro a cada viagem.
A assinatura cobre a tarifa-base do bilhete, mas cada emissão exige o pagamento das taxas aeroportuárias, tributos e demais encargos incidentes sobre o trecho. Dependendo da rota, esse custo pode variar sensivelmente.
Itens que costumam compor boa parte da receita acessória de empresas de baixo custo, como bagagem despachada e escolha de assento, também seguem tarifados separadamente.
Na prática, isso torna o programa mais atraente para quem viaja com poucos itens (que caibam em uma mochila, de preferência), quer ter alta frequência de deslocamentos e consegue adaptar sua agenda à disponibilidade liberada pela companhia.
Para onde voa?
A empresa oferece dezenas de rotas por diversos países latino-americanos, principalmente internamente no Chile, na Argentina, no Peru e na Colômbia, com conexões diretas entre eles.
Alguns dos principais destinos atendidos pela empresa são:
- Argentina: Buenos Aires, Iguazú, Tucumán, Salta, Mendoza, Neuquén, Bariloche, Comodoro Rivadavia, El Calafate, Ushuaia, Trelew, entre outros
- Chile: Santiago, Antofagasta, Iquique, Calama, Temuco, Puerto Montt, entre outros
- Colômbia: Bogotá, San Andrés, Cúcuta, Medellín, Barranquilla, Bucaramanga
- Equador: Quito
- Peru: Lima, Cusco, Arequipa, Trujillo, entre outros
- República Dominicana: Punta Cana
- Uruguai: Montevidéu
Já no Brasil, os principais destinos e conexões são:
- São Paulo: Santiago (Chile)
- Rio de Janeiro: Santiago (Chile), Montevidéu (Uruguai), Assunção (Paraguai), Buenos Aires (Argentina, via Aeroparque e Ezeiza), Mendoza (Argentina) e Córdoba (Argentina)
- Florianópolis: Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina, via Aeroparque e Ezeiza)
- Natal: Buenos Aires (Argentina, via Aeroparque)
- Foz do Iguaçu: Santiago (Chile)
- Recife: Buenos Aires (Argentina, via Aeroparque e Ezeiza)
Alguns desses voos são sazonais, ou seja, não ocorrem o ano todo. É preciso verificar com antecedência.
Fidelização regional
Embora a proposta da JetSmart seja mais ousada, outras companhias da região têm buscado caminhos para aumentar a recorrência de compra e retenção de clientes.
A Flybondi, da Argentina, aposta em um sistema de fidelização com bilhetes flexíveis sem oferecer, porém, um passe anual de voos ilimitados nos moldes da concorrente chilena.
Ela oferece por preços abaixo dos geralmente praticados um pacote com um número definido de voos e de destinos. Como exemplo, um dos pacotes se chama "Turistando", e oferece cinco voos de ida e volta entre a capital Buenos Aires e destinos turísticos, como Bariloche, Jujuy, Mendoza e Puerto Iguazú.
Essa disputa por fidelidade ganha relevância num mercado em que o passageiro de baixo custo tende a escolher mais por preço do que por marca.
Iniciativa não é inédita
A JetSmart não está sozinha nessa aposta. Nos Estados Unidos, a Frontier Airlines opera o GoWild! Pass, que permite voos ilimitados dentro de sua malha, também sujeito a disponibilidade. O modelo americano é até mais restritivo em alguns aspectos: reservas domésticas confirmadas apenas no dia anterior ao embarque e internacionais liberadas a partir de dez dias antes da viagem.
Mesmo com a tarifa-base praticamente zerada, taxas e encargos seguem sendo cobrados.
Na Europa, a Wizz Air lançou seu próprio All You Can Fly, em formato semelhante, combinando assinatura anual, taxa fixa de 9,99 euros por emissão e disponibilidade limitada. Assim como nos modelos americano e sul-americano, trata-se menos de "voar sem limites" e mais de monetizar assentos residuais com um cliente altamente flexível.
Ao trazer esse conceito para uma malha que inclui voos de e para o Brasil, a JetSmart inaugura uma experiência comercial pouco comum por aqui: a passagem aérea como serviço por assinatura, aproximando a aviação de modelos já consolidados em segmentos como entretenimento e mobilidade.
Reportagem
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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