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Agência de direitos humanos dos EUA processa The New York Times por discriminação contra funcionário branco

Segundo o processo, apresentado na terça-feira (6), o jornal teria deixado de promover o homem para favorecer uma mulher menos qualificada, com o objetivo de cumprir metas de diversidade.

O Equal Employment Opportunity Commission (EEOC) moveu a ação em nome de um editor do jornal. Ele afirma ter sido vítima de discriminação de gênero e raça ao não conseguir a vaga de editor-adjunto de imóveis em 2025.

A denúncia se baseia no Título VII da Civil Rights Act of 1964, que proíbe discriminação no trabalho por sexo, raça, origem nacional ou religião.

De acordo com a agência, as metas públicas do jornal para aumentar a presença de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança influenciaram a decisão. O homem branco teria sido excluído da etapa final, enquanto três mulheres e um homem negro avançaram.

A presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que nenhuma instituição está acima da lei.

“Não existe ‘discriminação reversa’. Toda discriminação por raça ou sexo é ilegal”, disse.

Lucas é aliada das políticas do governo do presidente Donald Trump contra programas corporativos de diversidade. Ela já incentivou homens brancos a denunciarem casos de discriminação.

O The New York Times disse que a ação é “politicamente motivada” e afirmou que vai se defender “com vigor”.

A porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, declarou que a EEOC ignorou fatos para sustentar uma narrativa pré-definida.

Segundo ela, nem raça nem gênero influenciaram a escolha. “Contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora”, disse.

O processo afirma que o funcionário trabalha no jornal desde 2014, principalmente na editoria internacional, e tinha experiência com cobertura imobiliária.

Já a mulher escolhida para o cargo, segundo a ação, não tinha experiência na área. A EEOC afirma que ela “se encaixava nas características de raça e gênero” que o jornal buscava ampliar na liderança.

O processo também cita políticas de diversidade do jornal, incluindo um plano lançado em 2021 que previa aumentar em 50% o número de líderes negros e latinos até 2025.

Segundo a EEOC, essa meta foi atingida já em 2022, mas a empresa manteve os programas. Em 2024, funcionários brancos representavam 68% da liderança, contra 29% de pessoas não brancas.

Críticos dizem que a ação da agência ataca iniciativas que buscam reduzir desigualdades históricas no mercado de trabalho dos EUA.

A EEOC também investiga outras empresas. Em fevereiro, abriu apuração contra a Nike por suposta discriminação racial contra funcionários brancos.

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