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Agência rebaixa avaliação do BRB mais uma vez e cita problemas com Master

Ainda de acordo com a S&P, desde que a Polícia Federal iniciou a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, o BRB enfrenta desafios sobre a compra de ativos fraudulentos do Banco Master, condutas de executivos de alto escalão do banco, fragilidades de governança e conflitos e de interesse e necessidade de capitalização para a absorção de perdas.

No final de maio, o Distrito Federal e o governo Lula assinaram um acordo para cobrir o rombo causado pelo Master no BRB, com um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Mesmo com o empréstimo, avalia a S&P, é necessária uma "estruturação complexa, sujeita a condições de mercado, fluxos de recursos de origem estatal e dinâmicas institucionais".

"Esse cenário eleva o risco de atrasos e incertezas em um horizonte de tempo exíguo, diante da necessidade de capitalização estimada entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões. Avaliamos que descompassos no cronograma ou insuficiência de recursos para absorver as perdas podem elevar o risco de liquidação da instituição", disse a agência.

Em troca do socorro, o governo do Distrito Federal vai congelar reajustes salariais, concursos públicos, contratação de pessoal, aumento de despesas obrigatórias e concessão de incentivos fiscais.

Em caso de calote, a administração distrital ofereceu o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE), como antecipou o Estadão.

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