No centro de polêmica por relatório com pedido de indiciamento de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) foi o autor do requerimento que deu origem à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, da qual também é relator.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no início do mês, o parlamentar foi questionado sobre sua posição política durante as duas últimas votações presidenciais. De acordo com Vieira, no primeiro turno de 2018, votou em Marina Silva (Rede Sustentabilidade). No segundo turno, declarou voto em Jair Bolsonaro, na data filiado ao PSL.
Vieira, 51, justificou a escolha como uma estratégia para "romper o ciclo do PT". O senador admite ter se arrependido da escolha "dois meses depois" da posse de Bolsonaro. Em 2022, Vieira declarou voto em Lula (PT). Segundo o congressista, o critério principal para a mudança foi o "respeito democrático".
Para este ano, o senador afirmou que trabalhará por uma terceira via no primeiro turno, evitando antecipar apoios para um eventual segundo turno entre os mesmos grupos políticos.
Alessandro Vieira é formado em direito pela Unit (Universidade Tiradentes). Antes de ingressar na política, atuou por mais de 20 anos como delegado da Polícia Civil em Sergipe.
Sua carreira na segurança pública incluiu o comando do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e a direção da Coordenadoria Geral de Perícias. Entre 2016 e 2017, ocupou o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Sergipe. Em 2018, concorreu ao Senado e foi eleito com 474 mil votos. Aquela foi a primeira disputa eleitoral de sua carreira.
Depois de se eleger pela Rede, ele passou pelo antigo PPS (Partido Popular Socialista)—que mudou o nome para Cidadania em 2019— e migrou para o PSDB em março de 2022.
Disputou o governo estadual naquele ano, mas ficou apenas em terceiro lugar, com 10,9% dos votos válidos. Em junho de 2023, ingressou no MDB, seu partido atual.
ATUAÇÃO PARLAMENTAR E VOTAÇÕES
Já no início de sua trajetória no Legislativo, Vieira tomou iniciativa que mirava ministros do Supremo. Ele foi autor do requerimento para instalar, em 2019, uma CPI para investigar magistrados da corte e de tribunais superiores. Na época, a proposta foi apelidada de "Lava Toga".
A CPI, porém, não saiu do papel. O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que presidia a Casa na época e voltou ao cargo no ano passado, era contra a abertura da comissão.
Em seu primeiro ano no Senado, o senador de Sergipe votou pela transformação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em Unidade de Inteligência Financeira (MPV 893/2019).
No campo social, em 2020, relatou a expansão do Auxílio Emergencial, estendendo o benefício a 70 milhões de pessoas durante a pandemia. No mesmo ano, foi o autor do PL 2630/2020, conhecido como a PL das Fake News, que estabelece a regulação das redes sociais.
Vieira também relatou a PEC 3/2021, a chamada "PEC da Blindagem". O texto, que buscava dificultar investigações contra parlamentares, foi rejeitado por unanimidade na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, em setembro passado.
Em fevereiro de 2025, Vieira protocolou o requerimento de criação da CPI do Crime Organizado (RQS 470/2025). No documento, defendeu a urgência de mapear a inteligência financeira e as estruturas de comando de facções e milícias no Brasil.
Nesta terça-feira (14), a CPI do Crime Organizado se reúne para votar o parecer final, que propõe o indiciamento dos ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e do PGR (Procurador-Geral da República) Paulo Gonet.
Vieira acusa os magistrados e o chefe da PGR de crimes de responsabilidade e conduta incompatível com o cargo devido a supostas relações com o Banco Master.
Segundo o relatório, a instituição financeira teria sido instrumentalizada para lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC, conectando fraudes financeiras sofisticadas ao crime organizado violento.

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