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American e United Airlines ficam com 16% da Azul após plano de recuperação

Já o aporte da American Airlines foi diferente. Ela também se comprometeu com US$ 100 milhões, mas o investimento foi estruturado via subscrição de bônus, os chamados warrants, que dão ao investidor o direito, não a obrigação, de comprar ações de uma empresa a um preço fixo em uma data futura.

Além do dinheiro, o acordo amplia as parcerias comerciais. A Azul, que já tem acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a United, deverá fazer o mesmo com a American. "Isso é natural, eles vão fazer parte da nossa base acionária e também é um acordo comercial", explicou o presidente da Azul, John Rodgerson, que falou hoje com a imprensa.

Alívio de bilhões

A recuperação judicial, conhecida como saída do Chapter 11 nos EUA, foi anunciada na sexta (20). Em comunicado, a Azul informou que o processo levou nove meses para ser concluído.

O processo de recuperação judicial significou redução de cerca de US$ 1,1 bilhão em dívidas de empréstimos e finaciamentos, diz a nota. A empresa também teria saído do processo com US$ 850 milhões em novos investimentos.

Outras decisões no acorde também aliviaram o caixa da companhia aérea. O acordo reduziu os pagamentos anuais de juros em mais de 50%; cortou em um terço os custos com arrendamento de aeronaves; capitou US$ 950 milhões por meio de compromissos em equity (aporte em uma empresa ao longo do tempo e não de uma vez) e aproximadamente US$ 1,3 bilhão em emissão de Notas Seniors —quando uma empresa emite títulos de dívida com prioridade de pagamento em relação a outros débitos.

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