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André Mendonça é o novo Xandão

No Brasil, a história recente mostra que os heróis rapidamente se tornam anti-heróis. O último cujo império começa a ruir é Alexandre de Moraes. O todo poderoso ministro do STF ganhou até alcunha no superlativo - Xandão - e foi responsável por depor o herói anterior, Jair Bolsonaro. O lavajatismo da década passada foi pródigo em arrasar a política e criar salvadores da pátria, que o tempo igualmente tratou de enterrar. Que o digam Deltan Dallagnol e Sérgio Moro.

Mas nada se assemelha ao que está por vir. O vazamento das primeiras mensagens de Daniel Vorcaro no caso Master mostram que não só o banqueiro espraiou seus tentáculos por todos os âmbitos da Repúblicas nos três níveis federativos - passando por prefeitos, governadores, deputados e senadores - como alcançou as instituições. Mostrou influência na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Tribunal de Contas da União (TCU), provocou um rombo no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e corrompeu servidores do Banco Central. Ao contrário dos anteriores, é a primeira vez que um escândalo de corrupção se aproxima da cúpula do Judiciário. O Supremo Tribunal Federal foi o principal esteio em defesa da democracia e teve sua credibilidade arranhada pela desconfiança ideológica. Hoje, se vê dragada por uma suspeita mais comezinha e bastante entranhada na cultura do país: a corrupção.

A pergunta que fica é: o escândalo Master é tão grande que ninguém vai segurar ou é tão grande que a política e o Judiciário vão se dar as mãos e abafar? Forças poderosas atuam dos dois lados: para investigar e para blindar. O primeiro termômetro será o julgamento da manutenção ou revogação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, na Segunda Turma do STF, a partir do dia 13/03.

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