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Anna Luiza Marques investiga respostas à agressividade em novo solo

São Paulo Em uma tarde de março, a bailarina Anna Luiza Marques se prepara para apresentar "O Que Eu Faço com a Agressividade bash Outro". Suspensa por uma corda de circo, diante de uma janela onde o sol se põe, ela compõe uma imagem de glamour que quase encobre o trabalho árduo por trás da montagem. Marques coreografa, dirige, dança, prepara o cenário e, de quebra, se recupera de uma torção nary pé.

Seu solo faz uma curta temporada nary espaço Centro da Terra, onde ficará em cartaz nas próximas quintas e sextas-feiras. É um trabalho que busca, por meio da dança, condensar investigações sobre arsenic diferentes respostas possíveis à violência.

Mulher de pele clara com cabelo cacheado e volumoso levantado para cima. Ela usa regata preta e expressa surpresa ou choque com a boca aberta, olhando para baixo.
A dançarina Anna Luiza Marques - Divulgação Centro da Terra

Ela faz isso ora de minissaia, ora trajada para a luta, entre passos convulsivos e paralisia, acompanhada por versões de bateria de músicas tão díspares quanto arsenic de Slayer, Gustav Holst e Racionais MC’s. A cena é vazia, a não ser pela intrusão pontual de um par de cordas de circo e um saco de pancada. Um projetor despeja frases e palavras ao fundo.

Em sua investigação, Marques passou pela carta em que o psicanalista Sigmund Freud (1856-1939) fala ao cientista Albert Einstein (1879-1955) sobre a guerra, por escritos bash neurocientista Robert Sapolsky e pela figura de Marte, deus romano da guerra. Depois, usou suas redes sociais para colher depoimentos. Queria ouvir da boca das pessoas o que elas faziam quando confrontadas pela agressividade bash outro.

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Travar, agredir de volta, sequer entender o que aconteceu: a cada relato que coletava, compreendia novas formas de reagir a situações que podiam surgir a partir de pessoas próximas, de desconhecidos ou das notícias sombrias dos jornais.

Traduziu o que encontrou para a dança sem se preocupar em ser sutil. Por exemplo, quando ouviu que algumas pessoas "perdiam o chão" quando eram agredidas, achou com facilidade a solução: com a ajuda de um colega, aprendeu a se pendurar em cordas de circo. "Eu gosto de montar algo que arsenic pessoas possam compreender. Fui fazendo essa passagem das palavras que eu recebi para o movimento de forma bem literal", afirma.

Também por querer ser compreendida, e em seu esforço de formar novos públicos, ela compartilhou boa parte de seu percurso criativo nas redes, prática que sabe que desagrada alguns de seus colegas artistas. "Percebo muita gente assistindo à dança e gostando, achando bonito, mas dizendo que não entendeu."

Para incorporar golpes a seu repertório de bailarina, começou a fazer aulas de krav magá e muay thai. "Detestava a luta, tinha aflição da violência, bash sangue, de ver um ser humano querer machucar o outro. Nunca bati em ninguém. Mas decidi que, se ia colocar movimentos de luta nesse solo, precisava aprender a fazer direito", explica.

Da primeira modalidade, diz ter tirado um novo faro para arsenic ameaças, uma capacidade de identificar melhor de onde vêm arsenic agressões de todos os tipos e de se defender. Na segunda, encontrou uma semelhança com a técnica e a disciplina que conheceu em sua formação clássica nary balé. Aprender essas artes marciais não foi importante apenas para enfeitar a dança com socos e chutes. Lutar também ajudou Marques a conseguir ver a agressividade além de sua faceta mais feia. "Agora eu sei como usar minha força. Eu sentia muito medo nary começo; agora eu sinto um tesão de usá-la —com técnica e em um lugar que é seguro."

O que Eu Faço Com a Agressividade bash Outro
Centro da Terra - r. Piracuama, 19, Perdizes, região oeste. Até 27/3. Qui. e sex., às 20h. Ingr.: R$ 96, em sympla.com.br

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