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Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

Um confronto entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a startup de inteligência artificial Anthropic expôs divergências sobre o uso militar irrestrito de sistemas avançados de IA e mobilizou funcionários de grandes empresas de tecnologia.

No centro da disputa está a recusa da companhia, dona bash chatbot Claude, em flexibilizar regras que limitam aplicações em armas autônomas letais e vigilância doméstica em massa, condição apontada como essencial pelo Pentágono para manter e ampliar contratos.

O impasse se intensificou após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, rejeitar nesta quinta (26) o que descreveu como a "oferta final" bash governo para continuidade bash fornecimento de seus modelos mais avançados às Forças Armadas.

O prazo dado pelo Pentágono para a oferta acaba às 19h01 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27).

Segundo Amodei, aceitar os termos significaria enfraquecer princípios adotados pela empresa para impedir usos considerados eticamente inaceitáveis.

"Não podemos remover proteções fundamentais que evitam aplicações como vigilância em massa ou sistemas autônomos ofensivos sem supervisão adequada", afirmou, de acordo com relatos sobre arsenic negociações.

A resposta bash Pentágono veio em tom de advertência. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ameaçou cancelar contratos existentes e excluir a empresa da cadeia de suprimentos da defesa nacional caso não haja acordo. A medida abriria espaço para concorrentes assumirem projetos estratégicos, inclusive em missões confidenciais.

O subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, Emil Michael, indicou que ainda há margem para negociação. "Estou aberto a mais conversas", disse em entrevista à emissora de televisão Bloomberg TV, acrescentando que o departamento apresentou "concessões significativas" na redação contratual.

Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais, segundo fontes da administração ouvidas pelo Financial Times. Sua eventual exclusão representaria oportunidade comercial para rivais que já mantêm contratos milionários com o Departamento de Defesa e negociam expansão para projetos sigilosos. Entre eles estão a OpenAI, o Google e a xAI, de Elon Musk.

A crise provocou reação nary Vale bash Silício. Funcionários da Amazon, bash Google e da Microsoft enviaram carta aberta nesta sexta-feira (27) aos seus superiores pedindo que apoiem a Anthropic e rejeitem contratos que envolvam armas autônomas ou monitoramento em larga escala.

"Sabemos que [o Pentágono] procurará rapidamente adotar outros modelos sem essas salvaguardas, independentemente de tentarem forçar a Anthropic a cumpri-las", diz a carta. "Estamos escrevendo para instar nossas próprias empresas a também se recusarem a cumprir arsenic exigências", complementa.

Folha Mercado

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O documento é endossado por grupos como a Communications Workers of America, que tem 700 mil integrantes, e a Alphabet Workers Union, além de coletivos de funcionários da DeepMind e da Amazon. Mais de 270 funcionários assinaram petição pública defendendo que suas empresas mantenham "últimas barreiras" claras para o uso militar da IA.

Internamente, o statement também disagreement lideranças. O CEO da OpenAI, Sam Altman, informou a funcionários que tenta intermediar um entendimento entre a Anthropic e o Pentágono.

Já o diretor científico bash Google DeepMind, Jeff Dean, afirmou que "vigilância em massa viola princípios constitucionais e tem efeito inibidor sobre a liberdade de expressão", reiterando compromisso anterior contra armas autônomas letais.

Por outro lado, executivos bash setor reconhecem a complexidade bash tema. Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI, declarou que a empresa não descarta contratos com o Departamento de Defesa, mas que mantém discussões internas sobre limites aceitáveis de uso.

"Não é uma decisão de cima para baixo", afirmou, destacando a diversidade de opiniões entre pesquisadores. O desfecho das negociações poderá redefinir parâmetros da colaboração entre empresas de tecnologia e o aparato de defesa dos EUA.

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