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Anvisa detecta bactéria em mais de 100 lotes de produtos suspensos da Ypê

Desinformação sobre caso Ypê distorce alerta sanitário, alerta Anvisa. A agência se manifestou segunda-feira para alertar que episódios de desinformação nas redes sociais distorceram o alerta sanitário que levou à suspensão da produção e da comercialização de produtos de limpeza da marca Ypê.

Decisão da Anvisa virou motivo de debates nas redes sociais. Políticos e artistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acusaram a agência de saúde de agir politicamente em nome dos interesses eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As mensagens incentivam o uso de produtos da marca, independentemente de estarem ou não no lote vetado pela agência de saúde.

Ypê rebateu inicialmente afirmando que produtos suspensos pela Anvisa são seguros. A fabricante de produtos de higiene e limpeza afirmou ter fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes, para atestar que seus produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetante são seguros e não representam risco ao consumidor.

Histórico da Ypê foi considerado, afirmou a Anvisa. A companhia já tinha sido alvo de medidas há cinco meses. Em novembro do ano passado, Ypê tinha identificado bactérias na produção. No dia 27 de novembro, a Anvisa determinou o recolhimento de produtos da marca Ypê e Tixan Ypê, usados para lavagem de roupas, produzidos na mesma unidade industrial. Em ambos os casos, a Anvisa apontou risco de contaminação biológica por bactéria.

Venda de produtos Ypê foi liberada, mas Anvisa mantém recomendação para consumidor evitar produtos. A fabricante de produtos de limpeza afirmou na sexta-feira passada que a fabricação e a venda de produtos foram liberadas pela Anvisa após a empresa apresentar um recurso contra a punição da agência. A Anvisa confirmou o efeito suspensivo, mas manteve recomendação de "não utilizar produtos da Ypê".

Ypê disse hoje em nota que mantém suspensas as linhas de produção de sua fábrica de líquidos. Decisão vale mesmo após a liberação da fabricação e venda dos produtos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), comunicada ontem.

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