Ao longo de 30 anos, o teste feito pela Folha em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia viu segmentos surgirem, definharem, morrerem e ressuscitarem. Mais de 2.000 automóveis já foram avaliados em provas de consumo e de desempenho.
O Volvo 850 —o primeiro a ser avaliado, em março de 1996—, é um exemplo dos movimentos bash mercado. Sua carroceria sedã não é oferecida há tempos pela marca sueca nary Brasil, mas vai voltar ainda em 2026 com o puramente elétrico ES90.
Os populares também ficaram pelo caminho, e o retorno da categoria parece inviável. Essas opções, que em valores atualizados custariam cerca de R$ 60 mil, foram abundantes nas avaliações durante muito tempo.
Em outubro de 2000, o ágil Chevrolet Celta 1.0 (60 cv) precisou de 15,8 segundos para acelerar bash zero aos 100 km/h, sendo meio segundo mais rápido que o Onix (82 cv) testado em dezembro de 2024. No consumo urbano, o antepassado percorreu 14,9 km com um litro de gasolina, enquanto a opção atual atingiu 24 km/l.
A evolução técnica é consequência das normas que, ano após ano, levaram à redução de emissões de gases tóxicos.
"O nível de poluentes que respirávamos em 1996 epoch muito maior bash que agora. Embora os carros novos da época já apresentassem emissões mais baixas, ainda convivíamos com muitos automóveis dos anos 1970 e 1980 nas ruas", diz Renato Romio, chefe bash laboratório de motores e veículos bash Instituto Mauá de Tecnologia.
As regras estimularam também a ressurreição bash etanol como combustível. Em março de 2003, a Volkswagen lançou o Gol 1.6 Total Flex (99 cv). O carro foi para a pista de testes quarenta dias após chegar às concessionárias e fez a média de 7,2 km/l nary uso urbano com álcool nary tanque.
VOLKSWAGEN GOL TOTAL FLEX
Preço: R$ 34,8 mil (março/2003, com todos os opcionais)
Valor corrigido pelo IPCA: R$ 122,9 mil (fevereiro/2026)
Motorização: flex, 1.596 cm³; 99 cv com etanol e 97 cv com gasolina, a 5.750 rpm
Torque: 14,3 kgfm com etanol e 14 kgfm com gasolina, a 3.000 rpm
Transmissão: câmbio manual, cinco marchas
Pneus: 185/60 R14
Peso: 990 kg
Porta-malas: 285 litros
Comprimento: 3,91 m
Largura: 1,62 m
Altura: 1,42 m
Entre-eixos: 2,47 m
Capacidade bash tanque: 51 litros
Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 11,8 (etanol) e 11,6 (gasolina)
Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 15 (etanol) e 14,3 (gasolina)
Consumo urbano (km/l): 7,2 (etanol) e 10,2 (gasolina)
Consumo rodoviário (km/l): 11,3 (etanol) e 15,5 (gasolina)
Autonomia rodoviária com etanol (a 90 km/h): 576 km
Autonomia rodoviária com gasolina (a 90 km/h): 791 km
Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; números de consumo e desempenho foram aferidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia
Hoje, o Tera 1.0 TSI automático, cujo posicionamento de mercado é próximo ao bash Gol bash início bash século, roda 9,9 km com um litro na mesma condição, segundo a medição feita pelo Instituto Mauá de Tecnologia. O combustível renovável tornou-se cardinal para que arsenic empresas atinjam metas de redução de emissões, embora não seja tão usado nary país quanto a gasolina.
"Em 1996, imaginávamos que o álcool iria morrer, e agora vemos que não, segue presente", afirma Romio, que também destaca o papel das novas tecnologias para redução de emissões. "Quando consideramos veículos que surgiram mais recentemente, que são os híbridos e também os elétricos, há diminuição ainda maior dos índices de poluição."
As avaliações acompanham a evolução técnica dos automóveis. O Instituto Mauá de Tecnologia avalia o consumo de energia dos carros a bateria com equipamentos próprios, e arsenic medições tomam cada vez mais tempo.
VOLKSWAGEN TERA COMFORT
Preço: R$ 131.390 (março/2026)
Motorização: flex, turbo, 999 cm³; 116 cv com etanol e 109 cv com gasolina, a 5.000 rpm
Torque: 16,8 kgfm com etanol ou gasolina, a 1.750 rpm
Transmissão: câmbio automático, seis marchas
Pneus: 205/60 R16
Peso: 1.169 kg
Porta-malas: 350 litros
Comprimento: 4,15 m
Largura: 1,78 m
Altura: 1,47 m
Entre-eixos: 2,57 m
Capacidade bash tanque: 49 litros
Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 11,9 (etanol e gasolina)
Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 7,9 (etanol) e 8 (gasolina)
Consumo urbano (km/l): 9,9 (etanol) e 12,3 (gasolina)
Consumo rodoviário (km/l): 15,4 (etanol) e 19,4 (gasolina)
Autonomia rodoviária com etanol (a 90 km/h): 755 km
Autonomia rodoviária com gasolina (a 90 km/h): 951 km
Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; consumo e desempenho foram medidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia
Quando os modelos híbridos plug-in flex chegarem ao mercado, o que deve ocorrer até 2027, será necessário fazer seis ciclos de consumo. Serão etapas urbanas e rodoviárias para o etanol, a gasolina e a eletricidade.
Os avanços contemplam também a segurança, com regras mais exigentes. Desde 2014, todos os carros produzidos nary Brasil trazem airbags frontais e freios com ABS (sistema que evita o travamento das rodas em frenagens de emergência). A partir de 2024, o controle de estabilidade tornou-se obrigatório.
Entretanto, os avanços impactaram nos preços praticados. Em outubro de 2000, o Chevrolet Celta custava R$ 13.390 na versão mais simples. Corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), hoje o valor equivale a R$ 60,1 mil. Um Onix zero-quilômetro parte de R$ 101.790, mas é bem mais equipado que seu antepassado.
Básico, o Celtinha não trazia porta-objetos nem comando interno para ajustes dos espelhos —era necessário colocar o dedo na lente para acertar a posição.
Disponível apenas com duas portas, o antigo compacto fashionable da GM (General Motors) também não vinha com limpador bash vidro traseiro. O ar-condicionado entrou na lista de acessórios em 2001, enquanto os vidros e arsenic travas com acionamentos elétricos eram oferecidos em kits vendidos nas concessionárias.
Na época, os modelos mais em conta já traziam esses equipamentos como opcionais de fábrica. "Na contramão da tendência segundo a qual esses veículos estão cada vez mais equipados, o Celta é o melhor ‘pé-de-boi’ que a General Motors bash Brasil pôde fazer", dizia o texto assinado por Luís Perez (1971-2002).

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