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Apagão global? Veja onde assistir ao próximo eclipse solar nesta terça (17)

Nesta terça-feira (17), o céu será palco de um eclipse solar anular, fenômeno em que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol sem o encobrir completamente, criando o visual impressionante conhecido como “Anel de Fogo”. Considerado raro e altamente fotogênico, o evento tem movimentado as redes sociais com um boato de que ocorrerá um "apagão global". No entanto, diferente do que sugerem as declarações alarmistas, não haverá escuridão total e sim apenas um eclipse anular.

Pelo horário de Brasília, o fenômeno começa às 6h56. A seguir, entenda o que é o fenômeno, onde o eclipse poderá ser observado, o horário de todas as fases, como acompanhar transmissões ao vivo e quais cuidados são essenciais para assistir ao fenômeno com segurança caso visto olhando para o céu.

 Reprodução/Unsplash/Justin Dickey Próximo eclipse solar: veja onde assistir ao Anel de Fogo nesta terça (17) — Foto: Reprodução/Unsplash/Justin Dickey

O que diz o boato do "apagão global"

As mensagens virais utilizam táticas comuns de desinformação, misturando dados reais (a data do evento) com conclusões alarmistas (o apagão). A realidade técnica é que, no dia 17 de fevereiro, a Lua passará entre a Terra e o Sol.

No entanto, diferentemente do que sugerem os textos alarmistas, não haverá escuridão total. Trata-se de um eclipse anular. Neste fenômeno, a Lua está em seu apogeu (ponto mais distante da Terra) e seu diâmetro aparente é menor que o do Sol. O resultado visual é um "anel de fogo" ao redor da Lua, e não o bloqueio total da luz.

O que é um eclipse solar anular

Um eclipse solar anular acontece quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, mas não consegue encobrir totalmente o disco solar. Isso ocorre porque a Lua está mais distante do planeta nesse momento e aparenta ser menor no céu. Como resultado, o Sol fica visível como um círculo luminoso ao redor da Lua, formando o fenômeno popularmente chamado de “Anel de Fogo”, um dos efeitos visuais mais impressionantes da astronomia.

 Reprodução/Canva O eclipse solar anular é conhecido por formar um anel dourado em volta do sol — Foto: Reprodução/Canva

A principal diferença entre os tipos de eclipse solar está no quanto o Sol é encoberto: no eclipse total, a Lua cobre completamente o Sol; no anular, sobra o anel luminoso; e no parcial, apenas uma parte do Sol é ocultada. Eclipses anulares não são tão frequentes quanto os parciais, mas também não são tão raros quanto os totais, que costumam gerar ainda mais expectativa. Eles também são diferentes do eclipse lunar, como o que ganhou destaque em 2025, já que, nesse caso, é a Terra que projeta sua sombra sobre a Lua — um fenômeno visível à noite e sem riscos para a visão.

Onde e quando vai ser visto

O mapa de visibilidade do eclipse solar anular de 2026 mostra dois cenários distintos. A faixa de anularidade, onde o “Anel de Fogo” aparece completo, vai cruzar áreas extremamente isoladas do planeta, com o ponto máximo do fenômeno ocorrendo sobre a Antártica. Já o eclipse parcial poderá ser observado em regiões mais amplas, incluindo o extremo sul da América do Sul (como áreas do Chile e da Argentina) e partes do sul do continente África, além de trechos dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico.

 Divulgação/TimeAndDate As regiões em laranja no mapa indicam os locais onde será possível ver o eclipse em seu ápice — Foto: Divulgação/TimeAndDate

Pelo horário de Brasília (UTC−3), o fenômeno começa às 6h56, quando ocorre o início do eclipse parcial no primeiro ponto do planeta. A fase anular tem início por volta das 8h42, com o máximo do eclipse às 9h12, e o evento termina às 11h27. Esses horários são importantes para quem pretende acompanhar transmissões ao vivo ou atualizações em tempo real nas redes e em canais científicos.

Veja onde assistir ao vivo

Como a faixa de anularidade (onde um eclipse solar anular é visível em sua totalidade) de 2026 passa por regiões de difícil acesso, especialmente áreas isoladas do planeta, ainda não há transmissões oficiais confirmadas até o momento. Mesmo assim, quem quer assistir ao fenômeno pode ficar atento a plataformas confiáveis que tradicionalmente fazem lives de eclipses solares e costumam anunciar a cobertura poucos dias antes do evento.

 Reprodução/Gabriel Pereira O canal do Observatório Nacional, no YouTube, comumente realiza transmissões de eventos astronômicos — Foto: Reprodução/Gabriel Pereira

Entre as principais opções está o Time and Date, que costuma transmitir eclipses em seu site (https://www.timeanddate.com/) e no YouTube (https://www.youtube.com/@timeanddate), com mapas interativos, horários precisos e comentários técnicos em inglês. A NASA também frequentemente realiza transmissões ao vivo em seu site oficial (https://www.nasa.gov/) e no canal NASA, no YouTube (https://www.youtube.com/@NASA), especialmente quando há relevância científica.

Outra opção é o Exploratorium (https://www.youtube.com/user/Exploratorium), que é conhecido por lives de alta qualidade, com imagens ao vivo e explicações de especialistas. No Brasil, o Observatório Nacional (https://www.youtube.com/@observatorionacional), costuma divulgar transmissões e conteúdos especiais próximos à data de fenômenos astronômicos importantes. A recomendação é acompanhar os sites e canais oficiais dessas instituições nos dias que antecedem o eclipse, quando links, horários e detalhes técnicos costumam ser confirmados.

Como assistir com segurança

Se você tiver a oportunidade de observar um eclipse solar olhando diretamente para o céu, é fundamental tomar cuidados específicos. Nunca olhe para o Sol a olho nu, nem por poucos segundos, pois isso pode causar danos graves e permanentes à visão. Para observação direta, o uso correto são óculos para eclipse solar ou filtros solares certificados, que atendam ao padrão ISO 12312-2, desenvolvido justamente para esse tipo de evento astronômico.

 Divulgação/NASA/Aubrey Gemignani É necessário proteger os olhos ao olhar para qualquer eclipse — Foto: Divulgação/NASA/Aubrey Gemignani

Outra alternativa segura é recorrer a métodos indiretos, como a projeção da imagem do Sol em uma superfície clara usando um cartão perfurado, uma caixa de projeção ou equipamentos específicos para esse fim. Já entre os erros mais comuns — e perigosos — estão: usar óculos de sol comuns, radiografias, vidro escurecido, observar o eclipse com binóculos ou telescópios sem filtro solar adequado ou tentar “dar uma olhada rápida” no Sol. Esses cuidados são essenciais para garantir uma experiência segura e reforçam a importância de acompanhar o fenômeno com responsabilidade, mesmo quando ele parece visualmente impressionante.

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