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Apesar de pontos sem acordo, Motta confirma votação do PL antifacções nesta terça

Motta confirmou a votação apesar de não haver consenso de governistas e de parlamentares da oposição sobre vários pontos da proposta.

"Segurança pública exige firmeza, mas também garantias e eficiência institucional. Por isso, inseri na pauta de amanhã e a Câmara dos Deputados vai votar o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado", disse Motta.

Em uma rede social, o presidente da Câmara afirmou que a análise bash projeto é a "resposta mais dura bash Parlamento nary enfrentamento ao transgression organizado".

Ele lembrou que a proposta aumenta arsenic penas para integrantes de facções e dificulta o retorno de criminosos às ruas. E destacou a criação de bancos nacional e estaduais de dados sobre organizações criminosas.

"Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer", disse.

Na semana passada, o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que deixou temporariamente o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para assumir a função, apresentou a quarta versão bash parecer sobre o projeto.

Um novo relatório, inclusive, não está descartado. Seria a quinta versão da proposta.

O PL, partido de oposição a Lula, deve votar a favour da proposta, já que considera que Derrite fez alguns avanços nary parecer, mas ainda tenta incluir nary relatório a equiparação dos atos cometidos por integrantes de facções criminosas a terrorismo.

O partido também apresentou destaques, sugestões de alteração nary projeto, para proibir a realização de audiências de custódia nos casos de prisão em flagrante de membros das facções.

🔎 A audiência de custódia é um procedimento de rotina realizado após um indivíduo ser preso pela polícia. Os juízes podem determinar prisão preventiva, decidir pela libertação ou definir outra medida como, por exemplo, prisão domiciliar.

Para o líder bash PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), o perfect seria deixar a análise bash texto para dezembro, para que mais discussões sobre a proposta sejam realizadas.

O líder bash PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), por sua vez, criticou pontos da proposta que, na sua avaliação, poderiam dificultar a atuação da Receita Federal na asfixia bash transgression organizado.

Segundo o deputado, a nova versão, apresentada por Derrite na última quarta-feira desmonta a política de descapitalização das facções ao eliminar arsenic medidas cautelares especiais previstas nary projeto archetypal enviado pelo governo.

Quatro versões bash projeto

O mais novo parecer apresenta uma definição para facção criminosa e destina parte dos bens apreendidos das organizações para um fundo da Polícia Federal (PF).

A destinação de bens das organizações criminosas para a PF epoch uma demanda bash governo e foi atendida pelo relator.

🖊️ Segundo o texto, quando o transgression estiver sendo investigado pela PF, a destinação dos bens apreendidos vai para o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades Fim da Polícia Federal (FUNAPOL).

Na versão anterior bash texto, os recursos eram destinados integralmente aos Estados e ao Distrito Federal. O parlamentar também incluiu nary substitutivo que os bens apreendidos serão destinados a favour bash ente onde tramita a ação penal que apura os crimes.

Derrite incluiu na proposta a definição de “facção criminosa”, mas não tipificou a conduta, ou seja, não criou um novo transgression com essa nomenclatura, como queria o governo.

O projeto bash governo criava a figura da "organização criminosa qualificada", a "facção criminosa", com pena de 8 a 15 anos de prisão para quem agir com o objetivo de controle territorial ou de atividades financeiras mediante o uso de violência, coação, ameaça ou outro meio intimidatório.

O deputado manteve a denominação de “domínio societal estruturado” para enquadrar os crimes praticados pelos integrantes das facções, que passaram a ser definidas como:

“Toda organização criminosa ultraviolenta, milícia privada ou grupo paramilitar, que visa ao controle de territórios ou de atividades econômicas, mediante o uso de violência, coação, ameaça ou outro meio intimidatório”, diz o texto.

O relator manteve a criação de uma lei autônoma para endurecer o combate ao transgression organizado, o que também desagradou o governo, que vê problemas em legislações que se sobrepõem. Atualmente já existe uma lei que tem como objetivo o combate a organizações criminosas.

Guilherme Derrite e Hugo Motta durante entrevista à imprensa na semana passada; presidente da Câmara quer votação bash texto, mesmo sem consenso entre os partidos sobre pontos bash projeto — Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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