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Após operação que matou 'El Mencho', Trump diz que México 'precisa intensificar esforços' contra cartéis de drogas

" O México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas", pressionou.

"El Mencho" era o narcotraficante mais procurado do México —e um dos mais procurados do mundo— e tinha uma recompensa de US$ 15 milhões contra ele estipulada pelo governo dos EUA. Sua morte, ocorrida em uma operação das forças especiais mexicanas, gerou uma onda de violência pelo país latino-americano.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que a operação que resultou na morte de "El Mencho" foi realizada totalmente por forças mexicanas, e que os EUA ajudaram com informações. Sheinbaum deu maior destaque aos esforços nacionais em detrimento à influência e pressão do governo Trump no processo.

O governo mexicano deu mais detalhes nesta segunda-feira sobre como foi a operação e atualizou a onda de violência no país nas últimas horas:

  • O paradeiro de El Mencho, líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi descoberto após uma visita de sua namorada;
  • 8 criminosos foram mortos durante a operação;
  • 25 membros da Guarda Nacional mexicana morreram em seis ataques diferentes na onda de violência após a morte do narcotraficante;
  • 70 pessoas foram presas em sete estados do país em meio à onda de violência;

Sheinbaum pediu calma à população mexicana e afirmou que o país "está em paz e calmo". Ela acrescentou que as estradas foram desbloqueadas de carros queimados por narcotraficantes.

O Ministro da Defesa do México , Ricardo Trevilla Trejo, discursa durante uma coletiva de imprensa sobre a onda de violência no México , após a morte do narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho" — Foto: REUTERS/Raquel Cunha

"Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência", garantiu o secretário de Segurança.

De acordo com Sheinbaum, um grupo de trabalho agora investiga a lavagem de dinheiro feito para os cartéis de drogas.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população em meio à explosão de violência no país, que provocou bloqueios em rodovias, incêndios de veículos e estabelecimentos comerciais, além do cancelamento de dezenas de voos de companhias aéreas dos Estados Unidos e do Canadá.

Em sua coletiva diária, nesta segunda, ela afirmou que espera que os voos de e para Puerto Vallarta sejam retomados até esta terça-feira (24), e que já não há mais bloqueios nas estradas do país. Neste domingo, 229 foram registrados, organizados por membros do cartel de El Mencho em resposta à morte dele.

"A coisa mais importante agora é garantir a paz e a segurança para toda a população do México. O país está em paz, está calmo", declarou.

Violência irrompe no México após morte do traficante de drogas 'El Mencho'

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Além do fechamento de escolas em vários estados, o Poder Judiciário anunciou que os juízes podem manter os tribunais fechados se considerarem necessário.

Os bloqueios e incêndios de lojas e estabelecimentos ocorrem no estado de Jalisco, onde a organização atuava, mas também no balneário de Puerto Vallarta, no estado vizinho de Michoacán e em Puebla, Sinaloa, Guanajuato e Guerrero.

Ex-policial, El Mencho comandava há anos um dos cartéis mais influentes do México, o Jalisco Nueva Generación (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado.

Segundo o Ministério da Defesa mexicano, ele morreu ao amanhecer de domingo na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, na região centro-oeste do país.

Ele sofreu ferimentos graves durante a operação e não resistiu enquanto era transferido de avião para a Cidade do México, afirmou o órgão em nota oficial. Vários outros membros do CJNG morreram na ação.

El Mencho — Foto: Reuters

O Ministério da Defesa também informou que vários veículos blindados e armas — incluindo lançadores de foguetes — foram apreendidos durante a operação. Além disso, três membros do exército ficaram feridos e foram levados para hospitais na Cidade do México.

Sob o comando de El Mencho, o cartel se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas, além da extorsão de empresas locais.

O grupo ganhou notoriedade por ataques ousados às forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diferentes regiões do país.

Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos.

Os EUA já chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho.

EUA chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho. — Foto: Departamento de Justiça dos EUA

Após notícias sobre a morte do narcotraficante, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México.

A presidente do país, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou, em publicação no X, que "há total coordenação com os governos de todos os estados" e pediu calma à população.

"Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e bem-estar do México", escreveu.

O governador Pablo Lemus Navarro afirmou mais cedo que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando ações das autoridades.

O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.

“Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, acrescentou Landau em uma publicação no X.

O Departamento de Estado dos EUA emitiu ainda um alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco, Tamaulipas, e em áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León.

A Embaixada do México em Washington também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, o consulado afirmou que os EUA forneceram informações para a operação militar que resultou na morte de El Mencho.

“Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, escreveu a embaixada.

Cidades mexicanas vivem onda de violência após morte de 'El Mencho', chefe do cartel CJNG — Foto: AP, AFP, Reuters

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