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Após receber alerta, atleta da Ucrânia insiste que usará capacete com vítimas da guerra nas Olimpíadas

“Usei nos treinos (…) e vou usar no dia da prova”, disse o atleta de skeleton Vladyslav Heraskevych em entrevista coletiva, poucas horas depois de o COI autorizar que, em vez do capacete, ele utilize uma braçadeira preta.

“Adams [o porta-voz do COI] disse que era necessário um enfoque uniforme para todos os atletas, mas nestes Jogos (...) houve muitas tomadas de posição por parte de atletas americanos, inclusive nas instalações”, disse.

“Já houve uma bandeira russa no capacete de um dos atletas. Eles não receberam nenhuma sanção, nenhuma penalização. Portanto, se o enfoque é uniforme para mim, tem de ser também para eles”, defendeu.

Heraskevych disse que o capacete traz imagens da halterofilista adolescente Alina Perehudova, do boxeador Pavlo Ischenko, do jogador de hóquei Oleksiy Loginov, do ator e atleta Ivan Kononenko, do mergulhador e técnico Mykyta Kozubenko, do atirador Oleksiy Habarov e da dançarina Daria Kurdel.

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Em entrevista diária à imprensa, o porta-voz do COI, Mark Adams, disse que o capacete “contraria” o artigo 50 da Carta Olímpica, que busca evitar qualquer tipo de interferência, especialmente política ou religiosa, para que todos os atletas possam se concentrar no desempenho.

O COI informou que realizou na segunda-feira uma reunião informal com o treinador de Heraskevych e pessoas próximas ao atleta.

Segundo o comitê, foi aberta “uma exceção” às regras para permitir o uso de uma braçadeira preta durante a prova, como forma de homenagem.

O atleta continua livre para se manifestar em entrevistas coletivas, na zona mista após a competição e nas redes sociais, acrescentou o porta-voz.

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