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Após 'sem número' de pedidos, Mourão recebe Messias e diz que mantém voto contra

O senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-RS) recebeu pela primeira vez na sexta-feira (17) o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) Jorge Messias, indicado por Lula (PT) para o STF (Supremo Tribunal Federal).

Mourão afirma que "um sem número" de pessoas pediram, nos últimos meses, para que ele conversasse com Messias, de ministros do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) a generais.


Ele diz que, por fim, atendeu ao apelo de uma pessoa muito querida —não quis revelar quem— e agiu em nome da coerência, uma vez que também se reuniu com os outros dois indicados de Lula, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

O senador afirma que a conversa foi cordial, mas que Messias já sabia muito bem que não poderia contar com o voto dele.

"Conversamos sobre a crise institucional, o fato de o devido processo legal estar sendo jogado fora. No mais, foram generalidades", diz o senador. "Ele sabe qual é a minha posição, mas procurou demonstrar que vai ser alguém isento."

Mourão diz ter tratado das condenações pelos ataques de 8 de Janeiro, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro general Walter Braga Netto, de quem é próximo, e um empresário acusado de financiar com R$ 500 um ônibus que levou até Brasília um manifestante que participou dos atos de vandalismo. Messias, segundo ele, ouviu.

Na última semana, o ministro da AGU também conseguiu riscar da lista o nome de outro senador por quem ainda não havia sido recebido: Eduardo Girão (Novo-CE), pré-candidato a governador do Ceará. O encontro ocorreu na quinta (16).

"Conversei com ele, embora ele saiba o meu posicionamento desde o início. Mas é um dever insitucional e também mantenho minha posição, meu voto contrário", diz o senador.

Messias será sabatinado pelo Senado no próximo dia 28, mais de seis meses após ter sido indicado para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Governistas dizem estar confiantes de que o AGU tem hoje mais do que os 41 votos necessários.

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