
Crédito, Getty Images
Há 18 minutos
Tempo de leitura: 3 min
A tripulação — Reid Wiseman, Jeremy Hansen, Victor Glover e Christina Koch — passou cerca de 10 dias em uma viagem histórica em órbita lunar, mais de 50 anos após as últimas missões tripuladas ao satélite natural da Terra.
O retorno à Terra é considerado a fase mais crítica da missão Artemis 2. A reentrada na atmosfera e o pouso no mar envolvem riscos elevados, com a cápsula Orion enfrentando temperaturas de até 2.760°C — cerca de metade da temperatura da superfície do Sol.
A reentrada é tratada com cautela pela Nasa, especialmente após a missão Artemis 1, quando danos inesperados no escudo térmico geraram uma investigação que atrasou a missão atual em mais de um ano.
Nesta fase, a Orion reentra na atmosfera terrestre a mais de 40 mil km/h, em um processo que não pode ser totalmente reproduzido em simuladores.
Para desacelerar, a cápsula usa a própria atmosfera como resistência, entrando em um ângulo calculado.
Entrar em ângulo prolonga a descida — de cerca de um para cinco minutos — e reduz as forças às quais a tripulação é submetida, embora os astronautas ainda enfrentem forte pressão gravitacional.
Pouso no oceano e resgate

Crédito, Getty Images
Quando a espaçonave estiver em segurança, diversos paraquedas serão abertos para reduzir a sua velocidade.
Os paraquedas de desaceleração são projetados para estabilizar e reduzir a velocidade da espaçonave antes da abertura dos paraquedas principais, que só irá acontecer a cerca de 1,8 km de altitude, reduzindo a velocidade da espaçonave para uma queda de 32 km/h no Oceano Pacífico.
Uma equipe de resgate estará posicionada próximo ao litoral da Califórnia para o resgate imediato da tripulação após o pouso.
A cápsula pode atingir o mar em diferentes posições — de cabeça para baixo, de lado ou na vertical. Em todos os cenários, airbags infláveis são acionados automaticamente para colocá-la na posição correta, permitindo a saída segura dos astronautas.
Missão histórica

Crédito, Getty Images
A missão Artemis 2 teve início em 1º de abril, quando o foguete foi lançado do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida.
Diferentemente de missões anteriores, a Orion não teve como objetivo pousar na Lua, mas realizar um sobrevoo do lado oculto do satélite — um lado que nunca é visível da Terra.
Embora satélites já tenham registrado o lado oculto anteriormente, esta foi a primeira vez que humanos observaram essas partes da superfície lunar, com vastas crateras e planícies de lava.
No dia 6 de abril, a espaçonave atingiu 406.771 km da Terra durante a passagem próxima à Lua, superando os 400 mil km alcançados pela missão Apollo 13 em 1970.
A missão Artemis 2 da Nasa passou por todos os testes importantes desde o seu lançamento, no dia 1° de abril. O desempenho do foguete, da espaçonave e da tripulação foi melhor que os engenheiros imaginavam.
A viagem também serviu como um teste decisivo do sistema Orion com humanos a bordo — algo impossível de validar apenas por simulações.
Se tudo ocorrer conforme o esperado, a missão será considerada um sucesso técnico importante para o programa Artemis e um marco no retorno de missões tripuladas à Lua.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
2 horas atrás
3





:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)








Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro