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Ataque dos EUA ameaça mercado de petróleo do Brasil, dizem especialistas

Brasil deve amargar prejuízos com a ofensiva dos EUA na Venezuela. Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), observa que uma eventual concorrência com a abertura de Caracas ao capital estrangeiro resultará em perdas para o setor produtivo nacional. "Os investimentos que poderiam vir para cá, ainda a ser provada a viabilidade, agora contam com a Venezuela", avalia ele.

Perdas serão ampliadas com encarecimento do escoamento nacional. Diante do cenário de maior adversidade na América Latina, é estimado que os custos de fretes e seguros para o transporte de petróleo sejam elevados devido à utilização da Venezuela como rota para o trânsito dos combustíveis. Ardenghy explica que, no caso do Brasil, os reflexos serão sentidos devido à exportação de petróleo para o Canadá e os Estados Unidos e a importação de diesel e gasolina das refinarias no Golfo do México.

[O conflito] vai fazer com que o Brasil pague um preço maior de seguro, porque o risco aumenta e, se tiver que desviar o combustível por rotas alternativas, pagará um frete mais caro. São dois elementos que podem encarecer o produto importado pelo Brasil e gerar uma perda da competitividade.
Roberto Ardenghy, presidente do IBP

Pires entende que o ataque vai "redefinir a ordem energética mundial". Ele avalia que ainda há muitos cenários possíveis, mas reconhece que a situação também será negativa para Pequim. "Me parece que os Estados Unidos vão controlar as maiores reservas do mundo, isso é quase um cheque mate na China", diz ele. José Niemeyer, professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, reforça que a ofensiva evidencia o empenho de Trump para conquistar áreas de petróleo, mineração e logística.

Preços

Projeções sinalizam para um aumento na cotação global do petróleo. Com a eventual redução da oferta de petróleo no mercado global, Ardenghy explica que o setor é muito sensível a qualquer movimentação. "O que a gente pode estimar é uma pressão altista na segunda-feira", diz o presidente do IBP. "Os preços podem aumentar, porque mostra que os Estados Unidos cada vez mais necessitam do recurso de petróleo para a sua economia", reforça Niemeyer.

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