O Irã intensificou ataques contra navios comerciais no Estreito de Hormuz. A ação com drones e explosivos interrompeu o tráfego na passagem, que exporta um quinto do petróleo e gás do mundo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu uma ação global para liberar a circulação marítima. Washington chegou a flexibilizar as sanções contra o petróleo da Rússia para tentar diminuir o impacto da crise.
Grandes produtores do Oriente Médio decidiram reduzir a produção. Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos limitaram a extração porque os estoques domésticos se aproximam da capacidade máxima.
A AIE anunciou neste domingo (15) que a liberação começa na segunda-feira (16). Os envios vão primeiro para países da Ásia e da Oceania, e seguem depois para as nações das Américas e da Europa.
Os Estados Unidos lideram a operação com o envio de 172 milhões de barris. O Japão vai liberar cerca de 80 milhões, seguido por contribuições de Alemanha, Austrália, França, Coreia do Sul e Reino Unido.
A distribuição global prevê 172,2 milhões de barris para as Américas. Ásia e Oceania vão receber 66,8 milhões, enquanto a Europa ficará com 32,7 milhões. O restante sairá dos estoques da indústria.
A China preferiu focar no mercado interno e suspendeu as exportações de combustíveis refinados. O país planeja ampliar as próprias reservas estratégicas em seu novo plano quinquenal, apesar de não integrar a AIE.
O tamanho das reservas globais
As reservas estratégicas são estoques governamentais criados para emergências. O modelo surgiu nos Estados Unidos em 1975, após um embargo árabe expor a dependência mundial por fluxos estáveis de energia.
Os membros da AIE guardam mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas. A regra exige um estoque equivalente a 90 dias de importações, com exceções para grandes exportadores como os EUA.
O Brasil iniciou o processo formal de adesão à organização em fevereiro de 2026. Atualmente, países exportadores como Canadá, México e Noruega não mantêm reservas emergenciais, mas usam estoques comerciais em crises.
A China possui a maior reserva emergencial do mundo, estimada em 1,3 bilhão de barris. O volume garante o funcionamento do país por até quatro meses. Os EUA aparecem em segundo lugar.
A reserva americana guarda petróleo bruto em cavernas de sal na Costa do Golfo. Os países da Europa preferem estocar produtos mais variados, como diesel, querosene de aviação e derivados.
A liberação atual supera com folga o recorde anterior da agência. Em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a organização havia desbloqueado 182 milhões de barris. Esta é a sexta intervenção da história.
Reação do mercado
Analistas avaliam que a ação alivia a pressão temporariamente. O problema é que os volumes liberados são pequenos diante de um mercado global que consome 100 milhões de barris por dia.
A AIE calcula que a liberação cobre apenas três semanas de perdas no Golfo Pérsico. O mercado interpretou a atitude dos governos como um sinal de pânico e impotência.
O analista David Morrison afirma que a tentativa de conter os preços falhou. Ele avalia que a estratégia "falhou miseravelmente" diante do bloqueio iraniano no estreito e não tranquilizou os investidores do setor.
A consultoria Capital Economics prevê novas altas se a região continuar fechada. "Um conflito mais prolongado pode levar a perdas maiores do que o total de reservas", escreveu o economista Hamad Hussain.
*Com informações da Deutsche Welle

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