O Exército israelense afirmou que os tanques dispararam contra Gaza e que ataques aéreos foram lançados depois que um atirador abriu fogo contra soldados israelenses e feriu gravemente um reservista.
Um porta-voz do 'Crescente Vermelho' disse que pacientes haviam chegado a um hospital em Khan Younis em preparação para cruzar Rafah para tratamento, mas foram informados de que Israel havia adiado as evacuações.
“Eles ligaram para os pacientes e disseram que hoje não haverá viagem alguma, a passagem está fechada”, disse à Reuters, no hospital, Raja’a Abu Teir, uma paciente palestina que estava prevista para ser evacuada, enquanto vários pacientes aguardavam em ambulâncias.
A agência israelense que controla o acesso a Gaza, o COGAT, disse em comunicado nesta quarta-feira que a passagem de Rafah permanecia aberta, mas que não havia recebido os detalhes de coordenação necessários da Organização Mundial da Saúde (OMS) para viabilizar a travessia.
A OMS não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
Passagem de Rafah, principal rota de entrada e saída da Faixa de Gaza, é reaberta após ficar fechada por quase dois anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Reabertura da passagem faz parte do plano de Trump
A reabertura da passagem era uma das exigências do cessar-fogo de outubro, que estabeleceu a primeira fase do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para interromper os combates entre Israel e os militantes palestinos do Hamas.
Dezesseis pacientes de Gaza e 40 acompanhantes cruzaram para o Egito na terça-feira, disseram médicos de Gaza à Reuters.
Uma fonte da polícia do Hamas disse à Reuters que pelo menos 40 pessoas atravessaram do Egito para Gaza no fim da noite de terça-feira.
Em janeiro, Trump declarou o início da segunda fase do cessar-fogo, na qual as partes negociariam o futuro governo e a reconstrução do enclave devastado.
Questões-chave, como a retirada das forças israelenses de mais de 50% de Gaza que elas ocupam atualmente e o desarmamento do Hamas, continuam sem solução, enquanto o frágil cessar-fogo tem sido marcado por violência quase diária.
Desde o início do cessar-fogo, o fogo israelense matou pelo menos 530 pessoas, a maioria civis, segundo autoridades de saúde de Gaza. Militantes palestinos mataram quatro soldados israelenses no mesmo período, segundo autoridades israelenses.
A ofensiva de Israel, que já dura dois anos na Faixa de Gaza, matou mais de 71 mil palestinos, segundo autoridades de saúde de Gaza, deslocou a maior parte da população e deixou grande parte do território em ruínas.
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra, matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, segundo contagens israelenses.

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1 mês atrás
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