Ele também afirmou que outros membros da equipe também seriam bem-vindos a permanecer caso desejem:
O governo do Irã classificou a equipe como "traidora em tempos de guerra" após as jogadoras se recusarem a cantar o hino do país antes de uma das partidas da Copa da Ásia, que está ocorrendo na Austrália.
A seleção iraniana chegou à Austrália para a competição no mês passado, antes do início da guerra com o Irã. Depois de perder o último jogo, teria de regressar ao Irã, mas associações de torcedores iniciaram um movimento pedindo que a Austrália concedesse asilo ao time.
Segundo elas, as jogadoras vinham enviando sinais de socorro durante as partidas e pela janela do hotel onde ficaram hospedadas.
Nesta segunda-feira, Trump se juntou a eles e contou ter conversado com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, sobre o caso.

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Após a publicação, Trump disse ter falado com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e afirmou que o premiê "está cuidando" do assunto. Segundo o presidente norte-americano, Albanese afirmou que cinco jogadoras da seleção do Irã já haviam sido "atendidas" pelo governo australiano.
A declaração do republicano contrasta com a política anti-imigração de seu governo, que deportou centenas de iranianos no ano passado.
A Associação Internacional de Jogadores de Futebol (FIFPRO, na sigla em inglês) afirmou nesta segunda-feira (9) ter "sérias preocupações" com a seleção feminina iraniana de futebol.
A campanha das iranianas na Copa da Ásia, sediada na Austrália, começou no último fim de semana, justamente quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã.
A equipe iraniana foi eliminada no domingo (8), após perder por 2 a 0 para as Filipinas. Torcedores agitaram a bandeira iraniana anterior a 1979, vaiaram o hino nacional e tentaram impedir a saída do técnico da equipe, gritando "Salvem nossas meninas!", em meio a preocupações com a segurança das jogadoras após o silêncio durante o hino.
Mais de 66 mil pessoas também assinaram uma petição pedindo ao governo australiano que garanta que as jogadoras, que estão em Queensland, não deixem o país "enquanto persistirem temores por sua segurança".
O presidente da FIFPRO para a Ásia e Oceania, Beau Busch, afirmou que a federação não conseguiu contatar as jogadores para discutir se elas gostariam de pedir asilo à Austrália.
"Portanto, estamos realmente preocupados com as jogadoras, mas nossa responsabilidade agora é fazer tudo ao nosso alcance para garantir que elas estejam seguras".
Busch disse que a organização está trabalhando com a Fifa, a Confederação Asiática de Futebol e o governo australiano para garantir que "toda a pressão seja exercida" para proteger os jogadores e dar a eles "autonomia sobre o que acontecerá a seguir".
"É uma situação realmente desafiadora", disse ele. "Pode haver jogadoras que queiram retornar. Pode haver algumas jogadoras dentro do grupo que gostariam de pedir asilo e permanecer na Austrália por mais tempo".

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A decisão das jogadoras de permanecerem em silêncio durante o hino nacional do Irã antes da primeira partida, contra a Coreia do Sul, foi considerada por um comentarista da emissora estatal iraniana como o "ápice da desonra".
Quando cantaram o hino e prestaram continência antes da segunda partida contra a Austrália, isso gerou temores entre ativistas de direitos humanos de que a equipe tivesse sido coagida por agentes do governo.
A maior parte do espaço aéreo no Oriente Médio permanecia fechada nesta segunda-feira devido à guerra no Oriente Médio.

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