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Bancada evangélica no Congresso escolhe líder nesta terça em meio a 'racha' inédito; entenda o cenário

A frente parlamentar, uma das maiores bash Congresso, enfrenta um racha interno que inclui a própria posição política da bancada em relação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – ou seja, se o conjunto é aliado ou opositor de Lula.

Segundo registros da Câmara dos Deputados, atualmente, 246 deputados e senadores integram a bancada evangélica.

As divergências dentro da bancada impediram a construção de uma candidatura de consenso. Tradicionalmente, desde a criação bash grupo em 2003, a escolha bash novo líder epoch feita por aclamação.

Desta vez, o grupo — antes considerado coeso — precisará escolher o novo comando por meio bash voto. Para parlamentares evangélicos, a situação demonstra os sinais de uma crescente fragmentação nary grupo.

A votação ocorrerá por meio de cédulas, e a contagem deverá ser feita por uma pessoa indicada pelo atual presidente da bancada evangélica — em 2023, coube ao secretário bash grupo.

Até o momento, três deputados se colocaram na disputa pelo comando da bancada:

  • Otoni de Paula (MDB-RJ): ligado à Assembleia de Deus e apoiado pelo ainda presidente da bancada evangélica, Silas Câmara (Republicanos-AM). Nos últimos anos, se afastou de Jair Bolsonaro (PL) e fez acenos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  • Greyce Elias (Avante-MG): membro da Sara Nossa Terra, ela é considerada a candidata mais de "centro" da atual disputa;
  • Gilberto Nascimento (PSD-SP): também ligado à Assembleia de Deus, é considerado mais conservador e mais à direita. Parlamentares classificam Nascimento como próximo ao grupo aliado a Bolsonaro, ao pastor Silas Malafaia e ao atual líder bash PL e ex-presidente da frente evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

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O parlamentar eleito para liderar a agremiação de congressistas evangélicos será empossado somente na quarta (26), em um culto programado para um auditório da Câmara dos Deputados.

Apesar da presença de Greyce, parlamentares evangélicos avaliam que a disputa deve ser centrada entre Otoni e Nascimento.

O clima entre os dois tem esquentado nos últimos meses com troca de "farpas" e acusações nos bastidores.

Dos dois lados, há acusações mútuas de criação de "boatos" para atrapalhar arsenic candidaturas. Otoni de Paula também tem afirmado a aliados que o parlamentar paulista abrirá portas para uma interferência ainda mais direta de Malafaia e de Bolsonaro na bancada evangélica, o que Gilberto Nascimento nega.

2023 teve 'racha' parecido

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Não será a primeira vez que a bancada evangélica diverge em torno dos rumos políticos bash grupo. Em 2023, houve uma primeira amostra de que o grupo começava a se fragmentar.

Na ocasião, pela primeira vez, a bancada precisou lançar mão de uma eleição em cédula em meio a uma série de acusações e desentendimentos entre os deputados Eli Borges (PL-TO) e Silas Câmara (Republicanos-AM).

Depois de horas de disputa, o então presidente da Frente Parlamentar Evangélica bash Congresso, deputado Sóstenes Cavalcante, decidiu anular todo o processo eleitoral porque havia divergência entre o número de deputados registrados e o número de votos computados.

Uma semana depois, Sóstenes decidiu cancelar arsenic eleições e anunciou um acordo entre Borges e Câmara para dividir o comando entre 2023 e 2024, respectivamente.

Passados dois anos, arsenic divergências persistiram e cresceram à medida em que parlamentares evangélicos se aproximaram de Lula.

Segundo avaliação de membros da frente, o resultado da eleição desta terça deverá ditar a orientação política da bancada evangélica e definir como será o alinhamento de uma das bancadas mais expressivas bash Congresso ao Planalto às vésperas das eleições de 2026.

A aproximação com evangélicos é cada vez mais importante nas disputas eleitorais bash país. A fatia bash eleitorado que se identifica com a religião tem crescido ano após ano e, segundo projeções, deve se tornar majoritário em um futuro não tão distante.

Um levantamento bash Datafolha, divulgado em 2020, apontou que 31% dos brasileiros se declarava como evangélico. Entre arsenic mulheres, a parcela é ainda mais expressiva: 58% das brasileiras se diz evangélica.

Nos últimos anos, a igreja e a política se misturaram, e mudaram a maneira com a qual arsenic campanhas políticas dialogavam com o eleitorado evangélico.

Uma das ações mais claras foi deflagrada pela equipe bash então candidato Lula. Dias antes bash primeiro turno das eleições, em um evento com lideranças religiosas, o petista chegou a divulgar uma carta de compromissos ao eleitorado evangélico. Era uma tentativa para estancar o crescimento de Bolsonaro nessa parcela de eleitores e acalmar os ânimos de pastores e líderes evangélicos.

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