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Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Frente Câmbio

Decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da corretora. Segundo o Banco Central, a instituição financeira também cometeu "graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade".

Banco Central afirma que vai apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.

Sócios tem bens indisponíveis. A decisão vale a partir de hoje, para os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Frente Corretora de Câmbio tinha R$ 13,7 milhões em depósitos ao fim do primeiro semestre de 2025. De acordo com o último balanço disponível pela empresa, o patrimônio líquido negativo estava negativo em R$ 18,4 milhões naquela data. O ativo somava R$ 29,5 milhões. Naquele semestre, as receitas somaram R$ 6,1 milhões, com despesas de R$ 18,7 milhões. O prejuízo líquido atingiu R$ 20,2 milhões.

Corretora começou a atuar em 2017. Em 2020, a Frente Corretora de Cambio lançou a operação internacional nos Estados Unidos. Segundo a instituição financeira, entre os clientes atendidos estavam empresas como Gol, PicPay e Hurb.

Em 2024, Frente Corretora movimentou US$ 2 bilhões em transações de câmbio. Esse volume, que pertence aos clientes que usam a plataforma, foi alimentado por transações para as bets internacionais. Com a regulação das bets, que passaram a operar no Brasil, o volume transacionado da corretora caiu em 2025.

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