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Banco Pleno foi liquidado? Veja o que muda e quais cuidados tomar

O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação do Banco Pleno. A instituição financeira vinha enfrentando uma crise após a deterioração de sua situação econômico-financeira. A medida, anunciada pelo BC, determina o encerramento das atividades sob regime de liquidação extrajudicial. Com isso, clientes passam a depender das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcimento de valores dentro dos limites previstos. A seguir, veja o que muda e quais cuidados tomar após a liquidação do Banco Pleno.

O TechTudo entrou em contato com o e-mail do liquidante responsável, mas não obteve retorno até o momento. A reportagem será atualizada caso haja manifestação oficial.

Banco Pleno foi liquidado? Veja o que muda e quais cuidados tomar — Foto: Divulgação Banco Pleno foi liquidado? Veja o que muda e quais cuidados tomar — Foto: Divulgação

Banco Pleno foi liquidado? Veja o que muda para clientes

No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.

  • O Banco Pleno vai acabar?
  • Quem é correntista do Banco Pleno deve fazer o quê?
  • Tenho dinheiro em conta corrente, e agora?
  • Devo pagar minha fatura? O que fazer em casos de dívidas?
  • Banco Pleno é do Master?

O Banco Pleno vai acabar?

A liquidação extrajudicial significa, na prática, que o Banco Pleno deixa de operar normalmente. Segundo o Banco Central, a decisão foi tomada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da liquidez, descumprimento de normas e desobediência a determinações do regulador. O regime também foi estendido à Pleno DTVM, empresa do mesmo conglomerado.

O BC já nomeou como liquidante o advogado José Eduardo Victória, especialista em liquidações extrajudiciais e falências, que passa a responder pela administração do processo. Cabe a ele levantar ativos e passivos, organizar a relação de credores e conduzir o pagamento das obrigações conforme a ordem legal. As operações são interrompidas, e os bens de controladores e administradores ficam indisponíveis enquanto são apuradas eventuais responsabilidades, que podem gerar sanções administrativas.

"O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada", em nota oficial do Banco Central.

Quem é correntista do Banco Pleno deve fazer o quê?

Clientes devem acompanhar as comunicações oficiais do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O Fundo Garantidor de Créditos é responsável por ressarcir depósitos e outros produtos elegíveis até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

O FGC deverá ressarcir cerca de R$ 4,9 bilhões a aproximadamente 160 mil clientes, respeitando os limites e regras do fundo. O pagamento costuma seguir um cronograma definido após a decretação da liquidação, e os clientes são orientados sobre como solicitar ou receber os valores.

 Reprodução/Getty Images Entenda o que fazer após a liquidação do Banco Pleno — Foto: Reprodução/Getty Images

Tenho dinheiro em conta corrente, e agora?

Depósitos em conta corrente, poupança, CDBs e outros produtos cobertos pelo FGC entram na regra de garantia até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Quem tem valores dentro desse teto deve aguardar as orientações do FGC para receber o ressarcimento. No entanto, vale ressaltar que o ressarcimento não ocorre de forma automática nem imediata; os pagamentos dependem da organização da lista de credores e do andamento formal da liquidação, o que pode levar algum tempo. Já quem possui quantias acima do limite garantido poderá ter de aguardar o andamento da liquidação para eventual pagamento adicional, conforme a disponibilidade de recursos após a venda de ativos do banco.

Durante o processo, movimentações ficam suspensas, e cartões e aplicativos do banco deixam de funcionar. Neste caso, o recomendado é que o cliente reorganize as finanças, verifique débitos automáticos vinculados à conta e, se necessário, redirecione recebimentos para outra instituição com conta ativa.

Devo pagar minha fatura? O que fazer em casos de dívidas?

A liquidação do banco não extingue dívidas de clientes. Empréstimos, financiamentos e faturas de cartão continuam válidos e devem ser pagos conforme as condições contratadas. O liquidante nomeado pelo Banco Central passa a representar a instituição e pode informar novos canais de pagamento ou instruções específicas. Deixar de pagar pode gerar juros, multas e inclusão em cadastros de inadimplência.

 Reprodução/Shutterstock Veja como identificar sinais do golpe do MEI — Foto: Reprodução/Shutterstock

O Banco Pleno teve ligação com o grupo do Banco Master no passado. A instituição operava anteriormente como Banco Voiter e integrou o conglomerado financeiro associado ao Master. Após mudanças societárias, o controle passou para um ex-sócio do grupo, e o Voiter foi rebatizado como Banco Pleno, passando a atuar com estrutura e gestão próprias.

Apesar dessa origem ligada ao grupo do Master, a liquidação extrajudicial foi decretada pelo BC com base na situação econômico-financeira do próprio Banco Pleno. Ou seja, a decisão não foi motivada apenas pelo vínculo societário anterior e não tem nada a ver com a liquidação do Banco Master decretada no fim do ano passado.

O Grupo Master era um conglomerado financeiro estruturado em torno do Banco Master S.A., que funcionava como a principal instituição do grupo. Além do banco múltiplo, a estrutura incluía o Banco Master de Investimento, voltado à estruturação de operações financeiras e mercado de capitais, e a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, responsável por intermediações e operações no mercado financeiro. Também faziam parte do grupo empresas voltadas ao varejo digital e a serviços financeiros complementares, como o Will Bank (ou Will Financeira), fintech que atuava com cartão de crédito e conta digital, e a Kovr Seguradora, criada para operar no segmento de seguros.

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