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BC decreta liquidação do Banco Pleno, do ex-Master Augusto Lima

Estima-se que a liquidação do Pleno deverá custar ao Fundo Garantidor de Crédito mais cerca de R$ 5 bilhões. Desde que passou a se chamar Pleno, o banco adotou estratégia similar ao Master para captações, pagando bem acima do mercado pelos CDBs. O FGC já desembolsou R$ 36 bilhões para cobrir garantias dos CDBs do Master, 89% do total a ser pago. Outros R$ 6,3 bilhões serão pagos aos clientes que investiram até R$ 250 mil em CDBs do WillBank, o banco múltiplo digital do grupo Master.

O principal ativo do Pleno era o Credcesta, um programa de cartão consignado da Bahia que Augusto Lima é dono desde 2018, em uma controversa privatização de uma rede de supermercado baiana promovida no governo do então governador Rui Costa (PT), hoje ministro da Casa Civil. O programa está na origem do Banco Master e o contrato deu a Lima a exclusividade para oferecer crédito e serviços financeiros comprometendo até 30% dos salários dos servidores e aposentados do estado, durante 15 anos. A exclusividade foi replicada para diversos municípios da Bahia. Enquanto o Credcesta e o Master levaram o modelo de negócios para outros estados.

Não está claro o que vai acontecer com o Credcesta com a liquidação do Pleno.

Reportagem

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