1 mês atrás 13

BC destaca incertezas com guerra no Irã e não garante novos cortes da Selic

Guerra no Oriente Médio motiva preocupação da autoridade monetária. A ata ressalta que os efeitos do fechamento do Estreito de Hormuz, rota responsável pelo deslocamento de fertilizantes e de 20% do petróleo mundial, refletem sobre a cadeia de suprimentos global e nos preços das matérias-primas. Tais fatores afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil.

Conflito no Irã reverteu indícios de arrefecimento da inflação brasileira. O BC avalia que a guerra surgiu em um momento positivo de valorização do real e de redução de preço das matérias-primas. O cenário era favorável para o alívio nos valores dos produtos industrializados e alimentos. "As últimas divulgações de inflação, tanto ao consumidor quanto ao produtor, mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio", observa.

A demora na resolução do conflito no Oriente Médio, com informações incompletas e contraditórias, aumenta a probabilidade de impactos mais duradouros para as cadeias de produção e distribuição.
Ata da 278ª Reunião do Copom

Riscos inflacionários permanecem mais elevados do que o usual, diz BC. Além das indefinições a respeito da guerra, a autoridade monetária destaca estar atenta às expectativas para os índices de preços diante de uma segunda rodada de restrições de oferta de petróleo e seus derivados, do aumento de preço dos serviços prestados e da conjunção de políticas econômicas externa e interna diante da valorização do real.

Mercado avalia que a trajetória de cortes persistirá até o fim deste ano. A estimativa dos analistas apresentada no último Relatório Focus do BC aponta para mais cinco cortes da taxa Selic até o final deste ano. As reduções são previstas em 0,25 ponto percentual nos meses de junho, agosto, novembro e dezembro e de 0,5 ponto percentual no encontro de setembro.

Projeções para a inflação escalaram e voltaram a superar o teto da meta. Ainda que as expectativas do mercado financeiro indiquem a persistência dos cortes da taxa Selic, as previsões para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano subiram nas últimas oito semanas e aparecem em 4,89%, patamar acima do teto da meta de 4,5%. Na semana anterior ao início da guerra, a estimativa era de que o índice fecharia este ano próximo de 3,9%.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro