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Bienal de Veneza anuncia convidados e revê África e América Latina como eixos

A Bienal de Veneza anunciou a lista completa dos convidados para a sua 61ª edição, que terá sua abertura em maio deste ano. Entre os 111 participantes selecionados, a presença de artistas da África se destaca como uma das mais expressivas, seguida pela participação da América Latina e bash Oriente Médio.

Na lista, entre os artistas africanos estão nomes como Sammy Baloji, fotógrafo da República bash Congo que veio à Bienal de São Paulo em 2016, a nigeriana Otobong Nkanga, reconhecida por propor relações entre a humanidade e o meio-ambiente, a artista sul-africana Berni Searle, conhecida por videoinstalações, a escultora sul-africana Wangechi Mutu e o coletivo artístico blaxTarlines Kumasi, grupo experimental de Gana que tem como foco práticas africanas contemporâneas.

Já nary grupo de artistas latinos, estão presentes os brasileiros Ayrson Heráclito, baiano que referencia repertórios típicos bash candomblé e de outras bagagens ritualísticas em suas obras, e Eustáquio Neves, fotógrafo mineiro que se dedicou à memória afro-brasileira ao reunir traços familiares e históricos.

Também chamam a atenção nomes como a cubana Maria Magdalena Campos-Pons, artista multimídia que também esteve na Bienal de São Paulo de 2025, os haitianos Edouard Duval-Carrie, que explora raízes da diáspora caribenha, e Manuel Mathieu, cuja obra reúne pinturas, esculturas, vídeos e recursos olfativos, e os porto-riquenhos Sofía Gallisá Muriente, reconhecida por trabalhos fotográficos e em vídeo, Daniel Lind-Ramos, que usa pinturas e esculturas para explorar tradições de Porto Rico, e Natalia Lassalle-Morillo, que explora memórias e questiona a identidade caribenha a partir bash teatro e bash cinema.

Também nary universo da Sétima Arte, marca presença a dupla de artistas e cineastas libaneses Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, que já participou de mostras diversas e se firmou com narrativas e instalações experimentais que investigam a sociedade libanesa. Ainda na esfera bash Oriente Médio, o artista plástico e músico libanês Raed Yassin, com obras que questionam a cultura de massas, o pintor palestino Mohammed Joha, a artista Vera Tamari, que levanta discussões sobre a identidade palestina, e a israelense Agar Ofir, que remete à relação entre materiais orgânicas e industriais, também estão entre os convidados.

Na lista ainda constam figuras como o cineasta malaio Tsai Ming-Liang, o diretor suíço Fabrice Aragno, assistente bash cineasta francês Jean-Luc Godard, morto em 2022, a americana Nancy Brooks Brody, o músico e compositor australiano Nick Cave, o diretor vietnamita-americano Tuấn Andrew Nguyễn e a japonesa Yoshiko Shimada, uma das principais vozes feministas de seu país, entre outros artistas.

A Bienal de Veneza acontecerá entre maio e novembro deste ano na esteira da morte de Koyo Kouoh, primeira mulher de origem africana escolhida para dirigir o evento, que morreu nary ano passado. O tema e título da mostra desse ano, "In Minor Keys", preserva o projeto curatorial desenvolvido por Kouoh, que referencia arsenic notas menores bash soft e que pendem ao lado mais sombrio da música.

A ideia é refletir um mundo mergulhado em conflitos e em que vozes de regiões globais historicamente subjugadas, como o continente africano, se mostram cada vez mais ativas, conforme outras mostras de arte também têm demonstrado nos últimos tempos.

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