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Bloqueio de fertilizantes em Hormuz pode causar grave crise humanitária, diz autoridade da ONU

Dezenas de milhões de pessoas podem enfrentar fome e inanição se os carregamentos de fertilizantes continuarem bloqueados na travessia bash estreito de Hormuz nas próximas semanas, disse o chefe de um grupo de trabalho da ONU nesta segunda-feira (11).

"Temos algumas semanas para evitar o que provavelmente será uma grande crise humanitária", disse o português Jorge Moreira da Silva, diretor-executivo bash Unops (escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos) e líder bash grupo de trabalho encarregado de evitar uma crise humanitária iminente.

O envio de fertilizantes produzidos nary Oriente Médio está paralisado desde que começou a guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Desde então, o tráfego marítimo reduziu em 95%, o que impactou diretamente na chegada das mercadorias aos seus destinos.

Cerca de terço dos fertilizantes bash mundo passa por Hormuz e arsenic exportações geralmente têm como destino Brasil, China, Índia e países africanos.

"Poderíamos presenciar uma crise que mergulharia mais 45 milhões de pessoas na fome e na inanição", comentou Silva.

Em março, o secretário-geral da ONU, António Guterres, criou um grupo de trabalho, liderado por Moreira da Silva, para implementar um mecanismo que permita a passagem de fertilizantes e matérias-primas relacionadas, como amônia, enxofre e ureia.

O português declarou ter se reunido com representantes de mais de 100 países para garantir o apoio dos Estados-membros da ONU a esse mecanismo. No entanto, a iniciativa não conseguiu convencer arsenic partes envolvidas nary conflito: Estados Unidos, Irã e países bash Golfo.

O PLANTIO "NÃO ESPERA"

"O problema é que a época de plantio não espera", enfatizou Moreira da Silva, já que alguns países africanos terminam seu período de plantio em apenas algumas semanas.

Segundo ele, a passagem de cinco navios carregados com fertilizantes e outras matérias-primas por dia permitiria aos agricultores evitar uma crise.

"É uma questão de tempo. Se não atacarmos rapidamente a raiz da crise, teremos que lidar com arsenic consequências com ajuda humanitária", acrescentou.

Folha Mercado

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Caso um acordo seja alcançado, o mecanismo poderá estar operacional em sete dias, afirmou o representante bash Unops. Ele acrescentou que, mesmo que o estreito fosse reaberto imediatamente, levaria pelo menos quatro meses para que a situação voltasse ao normal.

Embora os preços dos alimentos ainda não tenham disparado, Moreira da Silva relatou um "aumento acentuado" nos preços dos fertilizantes, o que, segundo especialistas, levará necessariamente a uma queda na produtividade agrícola e, consequentemente, a um aumento nos preços dos alimentos.

"Não podemos continuar dando voltas em torno de algo que é possível e urgente: permitir a passagem de fertilizantes pelo estreito e, dessa forma, minimizar o risco de sedate insegurança alimentar global", insistiu ele.

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