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Bolsonaristas fazem atos sem Jair Bolsonaro e contra Moraes e Lula

Bolsonaristas realizam atos pelo País neste domingo (3) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações foram programadas em 20 capitais em todas as regiões do Brasil. Cidades do interior também têm atos, marcados também por exaltações ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O principal ato, em São Paulo, começou no início da tarde.

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Bolsonaristas realizam atos pelo País neste domingo (3) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações foram programadas em 20 capitais em todas as regiões do Brasil. Cidades do interior também têm atos, marcados também por exaltações ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O principal ato, em São Paulo, começou no início da tarde.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não pode participar porque, desde o último dia 18, tem que cumprir medidas restritivas impostas por Moraes, como usar tornozeleira eletrônica e não sair de sua casa, em Brasília, aos finais de semana. Ele acompanha de casa e disse em mensagem divulgada em lista de transmissão: "obrigado a todos, pela nossa liberdade". Um vídeo mostra o ex-presidente vendo pelo celular o ato em Belém, onde a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou. Parlamentares do PL no Pará foram os primeiros a discursar, com falas contra Moraes, Lula e o governador do estado, Helder Barbalho (MDB).

O governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL) participou do ato em Copacabana, que ocupa dois quarteirões da orla da avenida Atlântica. O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) puxou gritos de "Magnitsky" e pediu anistia aos presos nos ataques golpistas de 8 de janeiro. A presença de outro carro de som na orla, também com bolsonaristas, dividiu parte do público.

Em Salvador o ato começou às 9h, no Farol da Barra. Deputados também discursam contra o STF, Lula e o governador baiano Jerônimo Rodrigues (PT). Em Belo Horizonte, bolsonaristas se reuniram na praça da Liberdade e discursaram no tom de que o STF é inimigo. Uma faixa estendida no carro de som dizia, em inglês, "Leave Bolsonaro alone" (Deixe Bolsonaro em paz). Parlamentares bolsonaristas, como os deputados Filipe Barros (PL-PR), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciaram os atos pelas redes sociais, sob o slogan "Reaja, Brasil". Os atos acontecem quatro dias depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar imposição de sanções financeiras a Moraes, com base na Lei Magnitsky.

As sanções são ligadas à pressão pela interrupção da ação penal que julga Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e são incentivadas, sobretudo, pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Na sessão do STF de sexta (1°), a primeira desde a sanção, Moraes classificou como "covardes e traiçoeiras" as ações do governo norte-americano e disse haver "traição à pátria", direcionando sua reação principalmente a Eduardo Bolsonaro.

Em Brasília, os manifestantes se reuniram próximos à sede do Banco Central, com um carro de som. Como sempre, carregando adereços verdes e amarelos e com a bandeira do Brasil. Também houve bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. Alguns trouxeram faixas contra o ministro Alexandre de Moraes, outros contra Lula. Uma série de bolsonaristas trouxeram a frase "Thank you Trump" (obrigado Trump, em inglês), em apoio às atitudes do presidente dos EUA. Também houve diversas manifestações de apoio a Bolsonaro e outros aliados que foram alvo do STF, como Daniel Silveira. Também pediam a anistia, a revogação do IOF, além de fazerem menções positivas à Lei Magnisky.

Agências

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