O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi indiciado, junto a outros 36, pela Polícia Federal envolvendo suposta trama golpista para evitar a posse de Lula (PT) em 2022.
Integram a lista o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem e o ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno, entre outros.
O inquérito será enviado para o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). Com a entrega do relatório, a PF afirma ter encerrado as investigações referentes às tentativas de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) ainda deve avaliar os indícios levantados pela corporação para decidir se denuncia o ex-presidente. Se a denúncia for apresentada, o passo seguinte será a Justiça decidir se torna Bolsonaro réu.
Veja a lista dos indiciados pela PF em investigação sobre trama golpista em 2022 (as informações se referem à dados de investigações, não ao relatório final da PF, que não havia sido divulgado até às 16h desta quinta-feira):
- Ailton Gonçalves Moraes Barros
PF afirma que o Capitão reformado do Exército e o general Braga Netto trocaram mensagens sobre planos golpistas.
- Alexandre Castilho Bitencourt da Silva
Coronel do Exército, é suspeito de articular carta que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra Lula
- Alexandre Rodrigues Ramagem
Ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e candidato derrotado à Prefeitura do Rio de Janeiro em outubro, é suspeito de ter chefiado esquema paralelo de espionagem durante a gestão Bolsonaro.
- Almir Garnier Santos
Ex-comandante da Marinha, teria concordado com o plano golpista, segundo a apuração da PF. Mauro Cid, em delação, também apontou que Garnier apoiou a ideia.
- Amauri Feres Saad
O advogado teria participado das discussões sobre a minuta golpista. Ele foi apontado por Mauro Cid como uma das pessoas que apresentou um documento pedido por Bolsonaro com uma série de considerandos —um compilado de momentos em que, na visão do ex-presidente, a Justiça teria interferido ilegalmente em seu governo.
- Anderson Gustavo Torres
Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, foi preso em janeiro de 2023 em razão de possível omissão envolvendo os ataques golpistas do 8 de janeiro. Na época, ele era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Em 11 de maio, a prisão preventiva de Torres foi revogada. Também foi encontrada na casa dele a minuta de teor golpista, segundo a Polícia Federal. Em depoimento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Torres negou o caráter golpista do documento, ao qual se referiu como "lixo, loucura e folclore".
- Anderson Lima de Moura
Coronel do Exército, é suspeito de articular carta que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra Lula
- Angelo Martins Denicoli
A PF diz que o major da reserva atuou no suposto "núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral
- Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e um dos principais auxiliares de Bolsonaro, é investigado por integrar o suposto "núcleo de inteligência paralela", que teria atuado na consumação de um golpe de Estado, segundo a PF.
- Bernardo Romao Correa Netto
Coronel do Exército, trocou mensagens de cunho golpista com Mauro Cid.
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
Engenheiro, preside o Instituto Voto Legal, que escolhido pelo PL para dar suporte às alegações de vulnerabilidade nas urnas eletrônicas.
- Carlos Giovani Delevati Pasini
Coronel da reserva do Exército, é suspeito de articular carta que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra Lula.
- Cleverson Ney Magalhães
Coronel do Exército, era assistente de Theophilo Gaspar de Oliveira, chefe do Comando de Operações Terrestres, e teria participado de discussões sobre adesão militar ao golpe.
- Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
General do Exército, era chefe do Comando de Operações Terrestres. Teria consentido com o apoio militar ao golpe com participação das Forças Especiais do Exército, caso Bolsonaro assinasse a ordem.
- Fabrício Moreira de Bastos
Coronel do Exército, é adido militar em Israel.
- Filipe Garcia Martins
O ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro, que chegou a ser preso, teria apresentado ao ex-presidente a minuta golpista e participado de reuniões com objetivo de insitituir um estado de exceção no país . Ele fazia, no governo Bolsonaro, parte do núcleo que tinha o filósofo Olavo de Carvalho como guru e era conhecido por ser entusiasta de Steve Bannon, ex-estrategista do presidente americano Donald Trump.
- Fernando Cerimedo
Influenciador argentino que passou a fazer a fazer lives e publicações logo após a vitória de Lula no segundo turno das eleições que tiveram grande alcance. Ele alegava que as eleições brasileiras teriam sido fraudadas.
- Giancarlo Gomes Rodrigues
Subtenente do Exército é alvo de investigação sobre a "Abin paralela" de Bolsonaro.
- Guilherme Marques de Almeida
Tenente-coronel do Exército e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas, também é suspeito de planejamento de golpe de Estado.
- Hélio Ferreira Lima
Tentente-coronel do Exército, teria participado das ações de contestação às urnas eletrônica e do planejamento do golpe, segundo a PF. A investigação aponta que ele mantinha o "planejamento estratégico" do golpe em seus arquivos. Foi preso na terça-feira (19).
- Jair Messias Bolsonaro
O ex-presidente da República é o suspeito de ser o principal articulador da trama golpista para impedir a posse do governo eleito em 2022.
- José Eduardo de Oliveira e Silva
O padre é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema golpista. Segundo a investigação, ele tem vínculo com pessoas e empresas envolvidas na produção de notícias falsas.
- Laercio Vergilio
Coronel da reserva, atuou para incitar o golpe, segundo a PF. Em depoimento, disse que a prisão de Alexandre de Moraes seria necessária para a "volta da normalidade institucional".
- Marcelo Bormevet
Policial federal, ele foi cedido por Alexandre Ramagem à Abin durante o governo Bolsonaro. Ele foi segurança de Bolsonaro na campanha de 2018 e depois nomeado por Ramagem para comandar o CIN (Centro de Inteligência Nacional), estrutura criada pelo atual deputado na Abin. Bormevet está preso preventivamente desde 11 de julho no âmbito da operação sobre a chamada Abin paralela. Ele teria integrado a estrutura do chamado gabinete do ódio.
- Marcelo Costa Câmara
Investigado por monitorar a localização de Moraes para eventual prisão do ministro em meio à trama golpista.
- Mario Fernandes
Ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, o general do Exército é apontado pela PF como "um dos militares mais radicais" do caso. Ele teria elaborado plano para impedir a posse de Lula, que incluía os assassinatos de Alexandre de Moraes e da chapa vncedora. A investigação aponta que Fernandes imprimiu o plano no Palácio do Planalto. Foi preso na terça-feira (19).
- Mauro Cesar Barbosa Cid
Então principal ajudante de ordens de Bolsonaro, firmou delação premiada em que deu detalhes sobre encontros de Bolsonaro com os chefes das Forças Armadas em que teriam sido tratados planos para um golpe de estado.
- Nilton Diniz Rodrigues
General do Exército. Foi chamado a depor no começo do mês dentro da apuração da PF sobre tentativa de golpe.
- Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
Empresário e ex-apresentador da Jovem Pan, é neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente brasileiro na ditadura militar (1979-1985). Figueiredo leu na rádio Jovem Pan o manifesto golpista de oficiais da ativa. Também usou a rádio para "denunciar" generais que não aderiam ao golpe, a quem atribuía os piores motivos possíveis.
- Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
Ex-comandante do Exército e então ministro da Defesa, atuou para manter o discurso de que a eleição de 2022 foi fraudada. Teria ainda participado de discussões sobre a minuta golpista.
- Rafael Martins de Oliveira
Em 2022 major do Exército, hoje tenente-coronel, teria mobilizado manifestações golpistas contra o resultado eleitoral. Segundo a PF, ele ainda participou de reunião na casa de Braga Netto em que foram discutidos os planos golpistas. A investigação ainda aponta que Oliveira fez a "coordenação financeira e operacional" a atos antidemocráticos. Foi preso na terça-feira (19) por ser um dia líderes do plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.
- Ronald Ferreira de Araujo Junior
Tenente-coronel do Exército, teria participado de conversas sobre investidas golpistas.
- Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros
Tenente-coronel do Exército, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teria disseminado informações falsas sobre o sistema eleitoral e participado de discussões para estimular apoio militar ao golpe.
- Tércio Arnaud Tomaz
Ex-assessor de Bolsonaro, Tércio chegou a ser apontado como o líder do chamado "gabinete do ódio", responsável por espalhar fake news e outras informações a favor do governo Bolsonaro. Em operação realizada em fevereiro, a PF apreendeu o telefone celular de Tércio na casa de Bolsonaro em Angra dos Reis (RJ).
- Valdemar Costa Neto
Presidente nacional do PL, Valdemar chegou a ser preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo no âmbito da apuração da tentativa de golpe. Desde então, não pode manter contato com Bolsonaro. A investigação coloca o presidente do PL no que chama de "Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral". Segundo a PF, coube a Valdemar "financiar, divulgar perante a imprensa e endossar a ação judicial que corroborava a atuação da rede de ‘especialistas’ que subsidiaram ‘estudos técnicos’ que comprovariam supostas fraudes nas eleições presidenciais de 2022".
- Walter Souza Braga Netto
Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, foi vice na chapa de Bolsonaro em 2022. A reunião em que a PF diz ter sido discutido o plano de matar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Alexandre de Moraes ocorreu em sua casa.
- Wladimir Matos Soares
O policial federal foi preso na última terça-feira (19), suspeito de repassar informações sobre a segurança de Lula(PT) durante a transição de governo para pessoas ligadas a Bolsonaro. Segundo a PF, Wladimir enviou dados pessoais de um agente de proteção do petista e afirmou a aliados de Bolsonaro que estava à espera da "canetada" do então presidente para auxiliar no golpe de Estado.

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