A assistência religiosa autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha será feita por um deputado distrital do PL e um ex-deputado federal.
Na decisão em que determinou a transferência de Bolsonaro, nesta quinta-feira (15), Moraes autorizou o acesso do deputado da Câmara Legislativa do Distrito Federal Thiago Manzoni (PL), que é da igreja IDE Brasília, e do ex-deputado Robson Rodovalho, presidente da Sarah Nossa Terra.
Manzoni começou a prestar apoio espiritual a Bolsonaro por meio do grupo de oração organizado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) semanalmente quando o marido estava em prisão domiciliar. O deputado diz que o objetivo é levar a Bolsonaro a palavra e o consolo de Deus.
"Neste momento, a visita tem caráter de continuidade desse acompanhamento espiritual, com o propósito de levar a palavra e o consolo de Deus. A Bíblia contém ensinamentos capazes de consolar, confortar, animar e fortalecer o coração humano em todas as circunstâncias da vida", afirma.
"Tenho convicção de que, mesmo diante das dificuldades impostas pelo momento, o presidente seguirá fortalecido por sua fé, com espírito firme e confiança para suportar as adversidades", completa.
Ligado à deputada federal Bia Kicis (PL-DF), Manzoni é um dos principais nomes do bolsonarismo no Distrito Federal. Ele é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Legislativa e secretário-geral do PL-DF.
No ano passado, ajudou a organizar carreatas até o condomínio de Bolsonaro em protesto às medidas restritivas. O parlamentar também já empregou no gabinete dele o coronel da reserva Flávio Botelho Peregrino, ex-braço-direito do ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro Walter Braga Netto.
A assistência religiosa de Manzoni e Rodovalho, autorizada a pedido da defesa, ocorrerá individualmente, uma vez por semana, às terças ou sextas, durante uma hora.
No ano passado, Moraes barrou a participação do bispo no grupo de orações organizado por Michelle durante a prisão domiciliar do marido.
O ministro afirmou que o grupo não poderia ser usado "com desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas".
Na Papudinha, além da assistência religiosa, Bolsonaro continuará tendo direito a assistência médica 24 horas e às visitas de seus médicos sem necessidade de aval prévio. Também vai seguir fazendo as sessões de fisioterapia e recebendo alimentação especial.
De acordo com o ministro, a transferência para o novo local permitirá "o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo a recomendação médica".

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