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Brasil e Coreia do Sul buscam cooperação em minerais raros e agronegócio

Memorando é primeiro passo para acordos comerciais. Com a assinatura dos memorando, os presidentes dos dois países planejam elevar a relação bilateral a uma parceria estratégica e trabalhar juntos para apoiar a estabilidade na Península Coreana, disse Lee. Em discurso, Lula afirmou que ambos os países possuem muitas sinergias a serem exploradas e destacou que o Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina, enquanto a Coreia é o quarto parceiro comercial do Brasil na Ásia com um intercâmbio de US$11 bilhões.

Memorandos mapeiam oportunidades em minerais raros. Lula mencionou a oportunidade de cooperação mutuamente vantajosa na exploração de minerais críticos. "A Coreia é o segundo maior produtor mundial de semicondutores e detém parcela significativa do mercado de baterias. O Brasil possui minerais críticos que são insumos essenciais para as cadeias de produção de eletrônicos e veículos elétricos. É um parceiro confiável em um cenário em que a arbitrariedade está se tornando a regra. O papel de meros exportadores de matérias-primas não condiz com nosso potencial. Buscamos parcerias que nos permitam agregar valor e produzir tecnologia de ponta em solo brasileiro", afirmou.

Minerais raros também foram destacados na viagem de Lula à Índia. O presidente brasileiro já tinha assinado um memorando de entendimento sobre minerais críticos e terras raras na sua passagem passou pela Índia, com o primeiro-ministro Narendra Modi, durante cúpula de IA (Inteligência Artificial) no país, entre outros documentos que foram fechados.

Brasil que acesso a mercado de proteína animal. Um dos memorandos envolve o ministério da Agricultura e Pecuária da República Federativa do Brasil e o ministério da Agricultura, Alimentos e Assuntos rurais da República da Coreia para definir a cooperação no âmbito da agricultura. O presidente brasileiro afirmou Lula explicitou a intenção brasileira de adentrar o mercado de carne bovina coreano. "O bulgogi tradicional churrasco coreano, combina com uma carne de qualidade como a brasileira. Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano", afirmou. "Isso também permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, que são brasileiros, se instalem e invistam aqui na Coreia".

Interesse brasileiro de explorar oportunidades em fármacos. O Brasil quer construir acordos de pesquisa e desenvolvimento da Coreia do Sul na área de saúde que permitam, por exemplo, acelerar o desenvolvimento do laboratório de biossegurança Órion, acelerador de partículas. O objetivo é buscar soluções para doenças, desenvolver métodos de diagnóstico e prevenir epidemias em parcerias que incluam instituições públicas de saúde, como a Fiocruz, e outras fundações estaduais brasileiras. "Esperamos que, em breve, possamos fabricar conjuntamente novas vacinas, fármacos e insumos médicos", disse Lula.

Na área aeroespacial, Brasil quer ampliar parcerias. A companhia sul-coreana Innospace já está entre as empresas que atuam no Centro de Lançamento de Alcântara um novo polo aeroespacial. "Tenho certeza de que o Brasil logo terá o privilégio de ver um foguete sul-coreano em plena operação. O diálogo entre nossas agências espaciais é crucial para aprofundar essa colaboração, inclusive no compartilhamento de dados de satélites e em projetos de exploração lunar", afirmou Lula.

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