Uma pesquisa da Branddi, empresa especializada em proteção de marcas no ambiente digital, mostra que os brasileiros já usam múltiplos critérios para identificar golpes em compras online. Embora 78% ainda apontem preços muito abaixo do mercado como principal sinal de fraude, outros fatores também pesam na decisão, como identidade visual duvidosa, perfis suspeitos e anúncios insistentes. O levantamento ainda revela quais setores são mais afetados e como as redes sociais se tornaram o principal canal de abordagem. A seguir, veja como brasileiros identificam golpes online.
Brasileiros revelam como identificam golpes online — e não é só pelo preço — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Brasileiros revelam como identificam golpes online
No índice abaixo, veja os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.
- 5 sinais de alerta para golpes digitais, segundo brasileiros
- Setores mais impactados pelos golpes digitais
- As redes sociais e o perigo dos golpes
- Como foi feita a pesquisa
- Como se proteger dos golpes online?
5 sinais de alerta para golpes digitais, segundo brasileiros
De acordo com a pesquisa da Branddi, o principal sinal de alerta continua sendo o preço muito abaixo do mercado: 78% dos entrevistados disseram desconfiar de ofertas “boas demais para ser verdade”, especialmente em períodos de grandes promoções.
Mas o valor não é o único critério. Para 57% dos brasileiros ouvidos, identidade visual mal elaborada ou informações inconsistentes sobre a loja também acendem o sinal vermelho. Isso inclui erros de português, ausência de dados de contato e páginas que imitam marcas conhecidas.
Perfis com poucos seguidores ou comentários desativados aparecem na sequência, mencionados por 40% dos participantes. Já 39% afirmaram desconfiar de anúncios que oferecem formas de pagamento fora do padrão, como transferências diretas ou condições incomuns.
Outro ponto citado foi o excesso de repetição. Dos entrevistados, 32% disseram ver com desconfiança anúncios muito frequentes e insistentes, prática comum em golpes que usam impulsionamento para alcançar o maior número possível de vítimas em pouco tempo.
Os dados indicam que o consumidor brasileiro avalia um conjunto de fatores antes de concluir uma compra — e que o alerta vai além do desconto chamativo.
Veja cinco sinais de alerta para golpes, segundo brasileiros — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Setores mais impactados pelos golpes digitais
Embora as fraudes atinjam diretamente quem realiza a compra, o impacto não se restringe ao consumidor. Segundo dados internos da Branddi, o varejo concentrou 40% dos ataques identificados no período analisado, liderando com folga o ranking de setores mais afetados.
Na sequência aparecem o segmento financeiro (21%) e o setor de tecnologia (10%). A concentração no varejo ajuda a explicar a estratégia dos criminosos: quanto maior o volume de transações e a presença digital das marcas, maior a oportunidade para criação de páginas falsas, anúncios fraudulentos e perfis que imitam lojas oficiais.
Além das perdas financeiras, as empresas enfrentam danos reputacionais. Quando o consumidor associa a fraude a uma marca conhecida, a confiança no ambiente digital é abalada — mesmo que a empresa também seja vítima da ação criminosa.
Pesquisa mostra setores mais afetaos pelos golpes digitais — Foto: Branddi As redes sociais e o perigo dos golpes
A pesquisa mostra que as redes sociais se consolidaram como principal canal de contato com fraudes digitais. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados afirmaram já ter visto anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook.
Outros 32% relataram ter encontrado perfis falsos criados dentro dessas redes para se passar por lojas oficiais ou representantes de marcas. O dado reforça uma mudança no padrão das fraude; se antes o e-mail era o principal vetor, hoje os golpes aparecem no feed, em anúncios patrocinados ou em perfis que simulam legitimidade.
Como essas plataformas também concentram ferramentas de venda e redirecionamento para pagamento, o ambiente se torna mais propício para que o golpe aconteça de forma rápida — muitas vezes migrando a conversa para apps de mensagens, como o WhatsApp.
Entenda como brasileiros veem as redes sociais nos golpes online — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Como foi feita a pesquisa
O levantamento foi realizado pela Branddi com 500 brasileiros de todos os estados do país, homens e mulheres com 18 anos ou mais, de diferentes classes sociais. A coleta foi feita online, no dia 12 de janeiro de 2026. Segundo a empresa, o estudo tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
A pesquisa buscou entender quais sinais mais despertam desconfiança no momento da compra digital, mapeando desde a percepção sobre preços até a identificação de anúncios e perfis suspeitos nas redes sociais.
Além das respostas dos entrevistados, a Branddi também cruzou os dados com informações internas de monitoramento de fraudes registradas no último bimestre de 2025 — período que inclui datas de maior movimentação no comércio, como Black Friday e Natal. Isso permitiu relacionar o comportamento do consumidor com os setores mais impactados por golpes no ambiente digital.
Pesquisa tem nível de confiança de 95%, segundo empresa — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Como se proteger dos golpes online?
Entre as recomendações apontadas pela empresa está priorizar sempre canais oficiais antes de concluir uma compra. Verificar cuidadosamente a URL do site é um dos passos mais importantes, já que pequenas alterações no endereço podem indicar tentativa de fraude.
Outra orientação é evitar finalizar compras por números de WhatsApp desconhecidos e manter cautela diante de descontos excessivamente altos, mesmo em datas promocionais. Pesquisar a reputação da loja, checar informações como CNPJ e canais de contato e utilizar ferramentas de verificação de legitimidade antes de inserir dados pessoais ou bancários também ajudam a reduzir riscos.
Para as marcas, o monitoramento contínuo do uso indevido do nome e da identidade visual é apontado como parte essencial da estratégia de proteção no ambiente digital.
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1 semana atrás
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