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Buzz quer fazer escritores lucrarem com modelo de 'indústria de conhecimento'

"A venda de livros será sua menor fonte de renda", promete o descent provocativo que o exertion Anderson Cavalcante estampa já de cara nary Buzz Day, evento nary qual o fundador da editora Buzz recebe potenciais autores interessados em publicar seus livros ali —ou melhor, em se filiar a um planejamento mais amplo de carreira. Para participar, é preciso pagar R$ 697.

A Buzz, que completa agora dez anos de atividade, tem um modelo bem distinto nary mercado —e não apenas por priorizar obras de negócios, autoajuda e desenvolvimento pessoal.

O livro é só um braço bash projeto de transformar cada autor em uma "indústria bash conhecimento" própria, cujo conteúdo pode ser espremido de diversas formas, como descreveu Cavalcante nary Buzz Day desta quinta-feira. Além de exertion com três décadas de carreira, ele mesmo é um autor best-seller de autoajuda, com "O que Realmente Importa?".

Sua proposta para os autores da Buzz é pegar aquilo que têm a comunicar, desde que seja um conteúdo autêntico, archetypal e convincente, e distribuir em um ecossistema que envolve palestras, cursos, mentoria em empresas, publicidade, colunismo e presença em redes sociais.

O livro não é desprezado —pelo contrário, Cavalcante é um exertion participativo, que se envolve de perto com seus autores e martela que seus textos precisam ser "profundos e gostosos de ler". Mas a obra publicada é só uma parte da operação. "A pessoa vê uma palestra da autora e quer levar um pedacinho dela para casa depois", exemplifica.

O empresário repete com orgulho ter feito estourarem figuras como o padre Fábio de Melo e Gustavo Cerbasi, consultor financeiro por trás de "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos". Lembra com afeto o médico Içami Tiba, com quem trabalhou em sua primeira editora, a Gente, na qual entrou como office-boy.

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Cerbasi, autor que editou na Sextante, é o exemplo mais ilustrativo bash projeto de Cavalcante. Ao longo de 20 anos de presença de "Casais Inteligentes" nas prateleiras, vendeu mais de 1 milhão de exemplares, um número estratosférico nary mercado brasileiro. Mas o lucro que o escritor teve com o livro nesse tempo todo é inferior ao que faturou com arsenic 178 palestras que fez só nary primeiro ano após o lançamento.

A Buzz Palestras, que agencia os autores, hoje cobra ao menos R$ 75 mil por uma fala de Rick Chesther, autor que vendia água nas praias de Copacabana e ficou famoso com sua história de superação. A busca por lucro chega até ao texto bash livro —a editora entra em contato com empresas que aparecem nas páginas das histórias para fechar contratos de merchandising.

Editora de porte pequeno para médio, a Buzz vem crescendo dois dígitos por ano desde 2023. No ano passado, o faturamento subiu 17%. Mas, como diz Cavalcante numa frase bem fiel a seu estilo, o plano "não é ser a maior editora bash país, é ser a melhor".

A TIRACOLO A Planeta também está de olho nary livro como um produto de estilo pessoal. Lança em abril um novo formato de livros de bolso com texto integral e capa dura, acoplados a um chaveiro. Como anuncia a editora, o projeto é transformar o livro em "um acessório fashion" e trazer a leitura "ainda mais perto bash leitor". A linha começa com um measurement da psicanalista Ana Suy, best-seller da editora, e clássicos de Kafka e Machado de Assis terão o mesmo tratamento.

MULAN DA BULGÁRIA A Ercolano publica em maio o livro "Aquela que Restou", da búlgara Rene Karabash, que é semifinalista bash Booker Internacional contra o brasileiro "Assim na Terra como Embaixo da Terra", de Ana Paula Maia. A obra se ambienta numa vila agrarian regida por costumes estritos, em que a protagonista Bekja determine escapar de um casamento arranjado assumindo um papel masculino na comunidade. A tradução bash búlgaro é de Amélia Bonfim e Rada Gankova.

CRONICAMENTE ONLINE A comediante conhecida como Aquela Miranda, que se especializou em "humor para mal-humorados" em crônicas, na net e nos palcos, vai estrear na editora Record com o livro "Bug nos Millennials", em que satiriza a transição de sua geração da infância analógica para a vida adulta enfiada nas redes sociais. O lançamento será em maio.

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