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Caiado defendeu jornada diária de 10h e apelou a Chico Xavier em campanha de 1989

Em sua primeira campanha presidencial, em 1989, Ronaldo Caiado, apresentava-se como o verdadeiro candidato da direita e não poupava das críticas um de seus concorrentes neste campo, Fernando Collor, a quem chamava de "almofadinha".

O receituário econômico de Caiado naquela eleição antecipava muitas das teses liberais que se popularizariam nas décadas seguintes.

Ele pregava abertura comercial, redução de impostos, privatização e desregulamentação das leis trabalhistas. Em uma entrevista à Folha em março daquele ano, defendeu jornadas de trabalho mais longas, de até dez horas diárias --algo distante do atual debate sobre fim da escala 6x1.

"Se amanhã, para sairmos de uma crise, tivermos que trabalhar dez horas por dia, toda a sociedade vai trabalhar dez horas por dia", afirmou.

Ligado aos ruralistas, ele coincidentemente concorreu por um partido chamado PSD, mas sem relação com sua legenda atual. Defendeu na campanha a exploração econômica da amazônia e condenou o "lobby imperialista" de ONGs e políticos estrangeiros que defendem a preservação da floresta.

Ex-presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Caiado passou parte da campanha tendo que se defender da acusação de que a entidade estaria envolvida no assassinato do seringueiro Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988.

Sua campanha teve também um lado folclórico, com imagens do candidato em um cavalo branco em eventos e na propaganda de TV.

Em um dos programas no horário eleitoral, ele mostrou uma imagem do médium Chico Xavier fazendo a profecia de que "um homem montado num cavalo branco dará personalidade ao Brasil". Abertas as urnas, no entanto, ficou em décimo lugar, com apenas 0,68% dos votos.

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