O pré-candidato à Presidência do PSD, Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, minimizou a chegada de parlamentares mais alinhados ao presidente Lula (PT) a seu partido e afirmou que seu palanque no Nordeste durante a campanha "vai surpreender".
Como a Folha noticiou, após a janela partidária, na qual deputados federais podem trocar de partido sem correr risco de perder o mandato, o partido viu sua bancada na Câmara ficar mais próxima do presidente Lula.
Questionado a respeito nesta terça-feira (7) durante o 68° Congresso Estadual de Municípios, em São Paulo, Caiado disse que já conversou com os parlamentares.
"Pode ficar tranquilo porque terei uma base e um palanque no Nordeste que vai surpreender muito. Hoje o Nordeste está muito empenhado em trazer um presidente da República que tenha sensibilidade para saber o potencial de desenvolvimento na região. Os nordestinos já emprestaram o prestígio ao atual presidente, mas passaram a ser escravizados pelas facções criminosas e pela corrupção", afirmou o pré-candidato.
Na região, nomes do centrão tendem a colar em Lula por conta da popularidade do petista. É esperado que a mudança no perfil da bancada aumente a resistência interna ao nome do ex-governador e que as lideranças nordestinas do PSD façam campanha para o atual presidente.
Caiado também afirmou que a popularidade do presidente está em "queda livre" na região, o que favoreceria alianças com os correligionários.
"Tenho certeza que vou estourar essa bolha. Não sou candidato de xingar, nem de likes e polarização. Sou um político de resultado. Eu só tenho uma certeza: vou para o segundo turno, ganhar do Lula e governar o Brasil", declarou.
Mais cedo nesta terça, Gilberto Kassab afirmou que, se Ronaldo Caiado chegar aos 15% das intenções de voto, "está ótimo". O dirigente do PSD acompanhou o discurso do presidenciável nesta terça.
No congresso dos municípios nesta terça, o pré-candidato acenou aos prefeitos e vereadores do interior de São Paulo que integravam a plateia. Criticou a gestão petista e a reforma tributária, que considera que centraliza poder no governo federal e enfraquece prefeituras.
Caiado também disse que o Brasil discute há três anos o 8 de Janeiro e que quer um ponto final na discussão. Ele propõe anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de estado.

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