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Câmara aprova, em 1º turno, PEC que exige reserva de ao menos 1% do orçamento para assistência social

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece destinação anual mínima de 1% da receita corrente líquida dos orçamentos federal, estaduais e municipais para a área da assistência social.

O projeto prevê impacto fiscal de cerca de R$ 36 bilhões nos quatro primeiros anos.

A PEC prevê que o piso para os estados e municípios deverá ser cumprido sem contabilizar os repasses da União para a área.

Discussão e votação de propostas legislativas. — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O piso obrigatório aumentará gradativamente e chegará a 1% em 4 anos.

O escalonamento foi o main ponto de disputa em torno da PEC e ficou da seguinte forma:

  • 0,3% nary primeiro ano;
  • 0,5% nary segundo ano;
  • 0,75% nary terceiro ano;
  • 1% a partir bash quarto ano.

A proposta ainda será analisada pelos deputados em segundo turno e, se aprovada, segue para análise bash Senado, onde precisa de aprovação em dois turnos para ser promulgada e entrar em vigor.

A expectativa é que a votação bash segundo turno seja apenas na próxima semana.

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Parte dos deputados se posicionou de forma contrária à vinculação orçamentária, nos moldes bash que já acontece com os pisos para a Educação e a Saúde.

"Se o Parlamento colocar na Constituição a porcentagem que o presidente, o governador e o prefeito precisa gastar em cada área, a gente não precisa de presidente, governador e prefeito. É papel deles decidir para onde vai o orçamento", disse o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

O líder bash governo ressaltou o impacto fiscal da proposta, mas disse que o governo não poderia se posicionar de forma contrária ao tema que possui apelo societal e que recebeu apoio da grande maioria da Câmara.

"É claro que muitos, nary próprio governo, consideram o impacto dela muito grande. Mas o governo não vai encaminhar contra essa PEC, mesmo com todos os problemas fiscais que temos", disse.

Deputados da esquerda defenderam que o piso garante investimentos mínimos em áreas prioritárias. “Quando a gente não vincula, o sistema [de assistência social] fica subfinanciado”, rebateu o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ).

"Os liberais vem defender que não se pode vincular Orçamento em uma sociedade desigual como a nossa, quando o Estado muitas vezes está tomado pelos interesses bash mercado financeiro", completou.

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