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Campanha de Flávio dá ultimato para Ratinho Jr desistir de candidatura à Presidência

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), se reuniu nesta quarta (11) com o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e ouviu apelos para que desista da candidatura presidencial e apoie o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com a possibilidade até de ser indicado para a vice. Ratinho Jr. rejeitou essa proposta.

De acordo com três pessoas que ouviram relatos do encontro, Ratinho Jr. reafirmou a Marinho que será candidato à Presidência se for escolhido pelo PSD. O partido deve definir até 30 de março quem será o indicado entre os governadores do Paraná, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado.

Marinho respondeu que, se isso acontecer, o PL romperá com Ratinho Jr. no Paraná e apoiará outra candidatura ao governo para que Flávio tenha um palanque no estado. Até então, havia um acordo para que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro se aliasse ao escolhido pelo governador, em troca do deputado federal Filipe Barros (PL) concorrer ao Senado.

O líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio deu até terça-feira (17) para que Ratinho Jr. avalie a proposta, antes que o filho mais velho de Bolsonaro feche um acordo com outro candidato no Paraná. Há duas opções na mesa: o senador Sergio Moro (União Brasil), que lidera pesquisas de intenção de voto, ou o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD).

Curi trabalha para ser escolhido por Ratinho Jr. como seu sucessor, mas o governador demonstra preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva (PSD). O deputado estadual mantém conversas com o Republicanos para se lançar candidato, e o PL poderia indicar o vice.

A possibilidade mais forte hoje, porém, é o PL endossar a candidatura de Moro, que até então enfrentava dificuldades de encontrar um partido para concorrer.

Ainda de acordo com os relatos, Marinho ligou para os presidentes do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para dizer que o PL pretende apoiar o ex-juiz da Operação Lava Jato e indicar o vice. O PP, que lidera a federação entre as duas siglas no estado, tenta barrar a candidatura do senador.

Marinho afirmou aos dois partidos que a preferência é apoiar Moro no União Brasil, mas que, se não houver espaço, já que a prioridade é fortalecer as bancadas no Congresso, ofereceria legenda para o ex-juiz disputar pelo PL.

O partido de Flávio pretende inclusive filiar um parlamentar do PSD para ocupar essa vaga de vice, o deputado federal Reinhold Stephanes Junior.

O rompimento com o PL ameaça a sucessão de Ratinho, por fragmentar a base do governador. Aliados dele, no entanto, minimizam a divergência e dizem que ele já venceu em 2024 a eleição para a Prefeitura de Curitiba, mesmo com Bolsonaro tendo rompido o acordo no segundo turno e feito gestos de apoio à adversária Cristina Graeml.

Além disso, na conversa, Ratinho Jr. afirmou que manteria o acordo com o PL no Paraná, com Filipe Barros em uma das vagas para o Senado. O rompimento da aliança, disse, poderia ter impacto também em um eventual apoio entre ambos no segundo turno da eleição presidencial.

Aliados do governador e dos Bolsonaros ainda tentam evitar um rompimento, argumentando que a aliança contra o PT é o melhor caminho para os dois grupos.

Parte dos integrantes da campanha de Flávio vê o governador do Paraná como um dos melhores perfis de vice, por agregar o apoio de um estado importante e por ele ser o candidato do PSD que demonstra maior potencial pelas pesquisas. É um nome que também agrada aliados de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Na conversa, Marinho ofereceu essa possibilidade para Ratinho. No entanto, neste encontro de quarta, a sugestão foi rejeitada pelo governador, que disse preferir manter o plano presidencial.

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