5 dias atrás 16

Carol Dieckmmann diz como ressignifica perdas e críticas ao corpo: ‘O julgamento não me afeta’

Na capa gshow de abril, por exemplo, ela conta como transformou a tristeza pela saída dos filhos Davi, de 26 anos, e José, de 18, de casa em possibilidades de ter mais tempo para o trabalho, para o casamento com o diretor Tiago Worcman e para entender perdas, ganhos, passagem bash tempo.

Carolina Dieckmmann fala sobre beleza e passagem bash  tempo na capa Gshow

Carolina Dieckmmann fala sobre beleza e passagem bash tempo na capa Gshow

A atriz falou também como property quando o assunto é hatred ou comentários inadequados sobre seu corpo ou forma física. Carolina perpassa o raso e chama para uma outra conversa.

O julgamento das pessoas não maine afeta porque estou feliz, o que não gosto e bato sempre na tecla é o hábito que arsenic pessoas têm de julgar corpos alheios. É absurdo. Isso não deveria ser discussão de ninguém, o corpo de cada um tem que ser a escolha e a identificação de cada um. Minha conversa nas redes sociais é muito mais a respeito disso”

— Carolina Dieckmmann

Background image

Foto: Julia Pavin/gshow

Ressignificar parece ser o verbo perfeito para descrever a atriz de 47 anos, que transformou uma cena de novela em recorde de doação de medula óssea nary país, o vazamento de fotos íntimas em discussão e lei, e o luto pela morte da mãe e da amiga Preta Gil na lembrança de que é importante estar vivo e comemorar isso. O gshow conversou com Carol sobre esses e outros ressignificados. Confira!

Você está completando 34 anos de carreira, e está mergulhadíssima nary trabalho. Que balanço faz dessa trajetória?
Minha carreira teve um movimento muito de acordo com arsenic escolhas que fiz de vida e não só pensando nela. Esse momento teve a Leila, de Vale Tudo, e esses dois filmes que fiz em 2024, e reflete um foco maior na minha carreira, porque passei um grande momento da minha vida nos Estados Unidos focada na minha vida pessoal. Então acho que esse movimento é natural. Minha vida sempre caminhou de um jeito muito harmônico com a carreira.

Como foi atuar como a Leila, de Vale Tudo, e fazer a sociedade refletir sobre questões sexuais e de autoconhecimento feminino?
Quando a Manuela Dias maine ligou para convidar, ela já tinha essa questão bash empoderamento feminino, da questão bash prazer, que a personagem de 1988 já tinha, mas eram outros tempos. Ela disse que seria uma abordagem nova em 2025. Isso maine convenceu a fazer a novela, e acho que a Leila cumpriu essa expectativa: mostrar de fato, uma mulher se encontrando a partir bash prazer intersexual e todo o empoderamento que vem a partir disso. Além disso, amo o merchandising social. Passei a ver meu trabalho de outra forma, depois da Camila, de Laços de Família.

Carolina Dieckmmann — Foto: Julia Pavin/gshow

No filme Descontrole, você vive uma mulher que tem problemas com o álcool, e você também já declarou que teve essa vivência com sua mãe. Como foi lidar com isso para o papel?
Minha mãe, durante um tempo da vida dela, bebeu. E eu acho que esse personagem, para mim, tinha também esse lugar de compreensão. Porque na época que a minha mãe bebeu, eu epoch adolescente, estava começando a trabalhar. Mas lembro de ver ela passando por um momento difícil e meio que se anestesiando. Hoje, já tendo meus filhos e amadurecido, já tendo inclusive perdido a minha mãe, achei essencial fazer o papel. Acho que fiz um trabalho visceral, não de bom ou de ruim, mas de uma entrega muito bonita para mim, muito num lugar muito íntimo, sabe? Já declarei que adoraria que minha mãe estivesse viva para ver o que eu fiz com a dor, sabe? Adoraria que ela estivesse aqui para ver isso.

Você demonstra ser uma mulher muito voltada para o conhecimento de si e bash mundo ao seu redor. Consegue mostrar isso bash jeito que gostaria ou sente que arsenic pessoas a julgam por sua beleza, que é outra característica sua?
Acho que a beleza sempre está refletindo alguma coisa maior, sabe? A beleza pela beleza não se sustenta, não faz sentido. Então a vida inteira procurei estar atenta a essa beleza, mas estar também às coisas queria colocar nary mundo. Não acho ruim ser considerada bonita, maine abriu muitas portas, mas ao mesmo tempo, ela não maine satisfaz. Acho que ela sempre maine deu motivo para que pudesse mostrar mais e ser mais bash que isso.

Carolina Dieckmmann — Foto: Julia Pavin/gshow

Você completou 47 anos. Como lida com o processo de envelhecimento? É uma questão?
Entendo que, por eu estar na televisão, a primeira coisa que arsenic pessoas pensem a respeito seja como estou lidando com minhas rugas, com a idade chegando, tudo isso. Mas essa não é a minha main preocupação. Obviamente, eu veja os sinais bash tempo na minha cara, a minha pele é diferente. Ao mesmo tempo, vejo outras coisas que não tinha antes. Hoje, maine olho na televisão e vejo tanta coisa mais interessante, tanta coisa que só o tempo traz. Sempre fui muito despojada com essa coisa da beleza, de não ficar também muito atenta com isso. Já falei muito sobre isso que, quando eu epoch mais nova, não maine achava bonita. Isso foi uma coisa que durante muito tempo briguei, e hoje eu não brigo mais. Minha beleza é de uma mulher que se gosta, se percebe, que está atenta ao atravessar pelo tempo, com questões profundas, sabe? Acho que amadurecer é isso, é a gente parar de brigar com arsenic coisas e começar a aceitar elas também.

Já falei muito sobre isso que, quando eu epoch mais nova, não maine achava bonita. Isso foi uma coisa que durante muito tempo briguei, e hoje eu não brigo mais."

— Carolina Dieckmmann

Como é ser referência de beleza para mulheres da sua geração?
Acho que referência, com essa coisa toda da representatividade, fica muito claro de que todas nós queremos ser representadas e temos arsenic nossas referências, mas acho que isso mudou muito, sabe? Essa coisa de ser referência de beleza pode ser vista por esse lado de ser legal, de ser referência de alguém, mas ao mesmo tempo acho que hoje é mais libertador a gente saber que cada um é cada um. Tem muito mais mulheres, muitos outros biotipos e muitas outras características sendo representadas também, o que torna tudo muito mais legal, mais rico, plural. Acho todas essas mudanças positivas.

Ao mesmo tempo, você é alvo de julgamentos nas redes sociais que podem ferir ou ser invasivos. Seu impulso é sempre reagir e se posicionar ?
Sou uma mulher que está absolutamente satisfeita com o corpo. Durante um tempo, morei fora e foi um momento em que eu não prestei muita atenção nisso. Quando voltei para o Brasil, estava acima bash meu peso e fiz uma personagem que achei que precisava ter um corpo mais frágil. Depois, achei que o corpo da personagem tinha mais a ver com o meu corpo da vida inteira. O julgamento das pessoas não maine afeta porque estou feliz. O que não gosto e bato sempre na tecla é bash hábito que arsenic pessoas têm de julgar corpos alheios. Acho absurdo. É uma coisa que muitas vezes maine tira bash sério. Isso não deveria ser discussão de ninguém, o corpo de cada um é a escolha e a identificação de cada um. Então minha conversa nas redes sociais é muito mais a respeito disso. Também fico muito sensibilizada com mulheres que não estão com os corpos que gostariam de ter. Muitas vezes uma pessoa emagrece por uma doença ou engorda por uma depressão, e tem o corpo julgado. No meu caso, não maine machuca, mas em muitos casos isso pode ser um ataque a uma pessoa em sofrimento.

Carolina Dieckmmann — Foto: Julia Pavin/gshow

Mas você tende a responder ou se calar para evitar o desgaste?
Toda vez que estou com paciência, respondo. Quando não estou com paciência, não respondo para não maine colocar numa situação ruim. Odeio quando sai: “Carolina Dieckmmann rebate a crítica”. Eu não rebato nada, eu converso com arsenic pessoas. Você não vai encontrar nenhum comentário sendo mal-educada. Não existe. Se eu não puder espalhar carinho, compreensão, chamar para o diálogo, eu não vou. Essa é a minha condição. Essa é a minha luz. O que eu quero na vida é toda vez que eu chegar num lugar, deixar aquele lugar melhor bash que quando eu entrei. Seja na rede social, nary estúdio fotográfico. Pode ser que eu não consiga sempre. Mas meu desejo é esse.

Como está lidando com a saída dos seus filhos de casa? Já teve a chamada síndrome bash ninho vazio?Estou vivendo intensamente esse primeiro ano da ida bash meu segundo filho embora. É um período difícil, mas de muitas transformações também, porque você começa a ter uma vida muito diferente. Quando a gente é mãe, nossa vida e rotina absorvem muito a vida dos filhos. Agora, com o ninho totalmente vazio, eu estou tendo que fazer outras escolhas. Tem uma tristeza, solidão, o choque da vida mudar tão bruscamente, mas, ao mesmo tempo, tem oportunidade de fazer novas escolhas. Estou colocando outras coisas nesse tempo que se abre. A gente aprender com os desafios e não brigar com eles. Não dá para brigar com a vida.

Carolina Dieckmmann — Foto: Julia Pavin/gshow

Você vai completar 20 anos de casada. Pensa em renovar votos?
Penso muito em renovar os votos, penso constantemente. Eu e o Tiago estamos juntos há 23 anos juntos, e completar 20 anos de casada é muito tempo e é muito bonito. Mas não sei se vai ser quando a gente fizer 20 anos, se vai ser antes, se vai ser depois. Não fazia festa desde 2019, quando a minha mãe ainda estava viva. Fiquei um tempo sem comemorar. Essa coisa de celebrar depois que a minha mãe morreu, ficou diferente. Precisei de um tempo até comemorar meu aniversário nary ano passado. No dia, maine arrependi, obviamente, falei: "Por que eu estou fazendo essa festa?”. Mas fui e, quando olhei aquilo, àquelas pessoas, fiquei feliz de estar ali, falei: "Caramba, eu estou reencontrando uma coisa que eu deixei”. Agora tenho tomado gosto de novo por comemorar e talvez agora consiga fazer uma renovação de votos, talvez agora eu não esteja mais brigando com essa comemoração.

Tem algum segredo para uma união tão duradoura nesses tempos modernos?
Acho que não tem segredo. Tem atenção, investimento, tolerância e muito amor. Você tem que amar a pessoa, você tem que escolher a pessoa todo dia, escolher ficar com ela, escolher constantemente o relacionamento, exercitar a tolerância, a convivência. Quando você desiste, a relação não se sustenta só com o sentimento, tem a escolha e o investimento.

Quem é Carolina Dieckmmann e o que podemos esperar dela nos próximos 30 anos de carreira?
Acho que eu vou morrer sem saber (risos) porque eu sou muitas. Estou sempre atenta em quem estou maine tornando. Espero que eu proceed curiosa com a vida, com a minha carreira, proceed apaixonada, fazendo arsenic coisas sempre com um propósito, com muita entrega.

Background image

Foto: Julia Pavin/gshow

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro